Afinal, o que é Coaching?

Tantas definições, tantas páginas web, tantos livros e cursos. Investiguei e gostei particularmente de uma definição apresentada pelo coach Pedro Vieira (podes saber mais sobre o Pedro em www.pedrovieira.net): “Coaching é a Arte de ajudar pessoas a explorarem os caminhos entre o sítio onde estão e o sítio onde gostariam de estar”. Pedi por email ao Pedro para nos elucidar um pouco mais sobre esta definição. Aqui está aquilo que ele me disse:

“Bem, esta definição do coaching enquanto a arte de ajudar pessoas a explorarem os caminhos entre o sitio onde estão e o sitio onde gostariam de estar tem uma série de pressupostos que convém explorar:

1) Antes de mais, consideremos que esta definição só faz sentido se o beneficiário do processo de coaching conseguir aperceber-se do sítio onde está – muitas vezes o processo de coaching começa, precisamente, por aqui! Perceber onde se está, em qualquer área da vida, implica capacidade de observar, processar e filtrar informação. Através de uma boa estrutura de questionamento, o coach ajuda o seu cliente a recuperar a informação mais importante até ao ponto de poder, com segurança, determinar afinal qual é a realidade que o cliente gostaria de alterar. Pela minha experiência, este primeiro passo nem sempre é suficientemente explorado, com o coach a poder precipitar-se para a definição de objetivos antes do cliente ter verdadeiramente explorado o sítio onde está. Repare-se que, frequentemente, o cliente pode até acabar que não quer alterar o sitio onde está e quer, simplesmente, aprender a relacionar-se com este de uma forma mais equilibrada e harmoniosa!

2) Depois, pode-se definir o ponto desejado, o objetivo (ou objetivos) que o cliente se propõe alcançar. Para o fazer lidamos muitas vezes primeiro com as limitações auto-impostas, que impedem o cliente de definir aquilo que realmente quer, focando-se em vez disso numa limitada ideia daquilo que acha ser possível. Quebrar crenças limitadoras é um benefício frequente do processo de coaching, portanto! A definição de metas pode ser apaixonante, entusiasmante e altamente criativa. Pessoalmente, gosto de usar o método SPIDER para o fazer. O mais importante é, parece-me, que o cliente aprenda a percepcionar-se como co-criador do seu universo, conseguindo assim aceitar que começa na definição clara de intenções e objetivos a sua atividade de criação da realidade.

3) Finalmente, exploramos os caminhos entre onde se está e onde se quer estar. Aqui está mais um pressuposto poderoso: a ideia pré-definida de que existem caminhos ilimitados a unir esses dois pontos. O que impede o cliente de perceber as múltiplas possibilidades ao seu alcance é, quase sempre, a sua visão limitada do mundo, consequência de filtros anteriormente instalados e que eliminam à partida o acesso aquilo que gosto de chamar de “mundo quântico de possibilidade ilimitadas”! Quando começam a ser concebidas mais e mais possibilidades, cada qual acarretando um conjunto de consequências, aparece o entusiasmo de se perceber que todo o problema está a apenas uma solução de ser resolvido”.

Gostei muito destas palavras do Pedro. E tu?

The Miracle Coach

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