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The Miracle Coach

Mês

Fevereiro 2016

Pedro Vieira – Coach

IVM Braga

O Pedro é um dos mais conhecidos especialistas em Coaching e PNL em Portugal. Tem percorrido o país com palestras inspiradoras e cursos de desenvolvimento pessoal – formatos que também já levou a outros países da Europa, além de Brasil e Angola. É autor publicado pela Pergaminho e pela Temas de Hoy (Espanha). A missão do Pedro é inspirar decisões apaixonadas e podes segui-lo através da sua página e do seu facebook.

Nesta conversa, falamos sobre Programação Neuro Linguística, de que o Pedro é facilitador desde 2009, conduzindo regularmente Certificações Internacionais em Lisboa e Porto.

TMC: Pedro, afinal o que é isto da PNL?

Pedro: A Programação Neuro Linguística, ou PNL, foi criada na década de 70, na Califórnia, por um grupo de homens e mulheres interessados em modelar a excelência humana. Os líderes deste grupo foram John Grinder e Richard Bandler, com quem tive oportunidade de estudar. Foi com o John que me certifiquei como trainer desta disciplina que pretende estudar a experiência subjetiva humana. Ao contrário de outras abordagens, que se focam na disfunção e na suposta anomalia, a PNL interessa-se por observar e apreender estratégias eficientes para depois as codificar e partilhar! É nesse sentido que dentro dos estudos da PNL surgem códigos de comunicação, liderança, terapia, formação e muitos outros. A utilização desses códigos permite alcançar os resultados pretendidos em várias áreas da vida.

TMC: Que áreas são essas em que se pode beneficiar da PNL?

Pedro: Bem, ainda não encontrei uma área da experiência humana em que não se possa utilizar de alguma forma a PNL. Afinal de contas a PNL é sobre essa mesma experiência humana! Pessoalmente, utilizo as técnicas e estratégias da PNL em quase tudo na minha vida: das minhas atividades profissionais às desportivas, passando pelos relacionamentos e parentalidade. No fundo, o praticante de PNL olha para a sua vida como um inesgotável campo de estudo, onde pode, com curiosidade, aprender continuamente sobre si e sobre a vida.

TMC: Algumas pessoas associam a PNL a leitura da comunicação não verbal, a vendas e até a manipulação. De onde vêm estas ideias?

Pedro: A PNL é uma disciplina aberta, qualquer um pode estudá-la e alegar utilizá-la. Já ouvi pessoas dizerem que usavam PNL apesar de não fazerem ideia do seu âmbito. Há quem a associe excessivamente à questão da comunicação não verbal pois esta é uma área muito desenvolvida pelos modeladores iniciais. Grinder e Bandler são observadores exímios, que aperfeiçoaram essa capacidade através do estudo de Milton Erickson e Virginia Satir que os levou até aos primeiros códigos da PNL. Muitas pessoas ficam fascinadas pelo que se consegue fazer quando se começa realmente a prestar atenção à comunicação não verbal. PNL é muito mais do que isso, claro! Usar, de forma consistente e consciente a PNL na nossa comunicação permite-nos, naturalmente, aumentar a nossa clareza e capacidade de influência. Nesse sentido podem desenvolver-se muitas aplicações, por exemplo, no campo das vendas. Mais uma vez, é apenas uma aplicação da PNL, reduzi-la a isso é desperdiçar o seu enorme potencial! Um dos conceitos fundamentais da PNL é o da ecologia, o estudo do impacto que temos sobre os sistemas em que operamos. Nesse sentido, procurar manipular o outro faz pouco sentido. Pessoalmente, prefiro usar a PNL para me proteger da manipulação!

TMC: A PNL é uma terapia?

Pedro: A PNL pode ser usada para ajudar pessoas a recuperarem o poder da escolha, assumirem a responsabilidade pela sua vida, adoptarem novos hábitos, acederem a mais recursos. Nesse sentido pode ser considerado o seu valor terapêutico. Gosto sobretudo de, através da PNL, chegar a um número elevado de pessoas de forma eficiente, mostrando-lhes a vida a partir de um ângulo diferente, mais positivo e poderosos. As intervenções diretas, em que se ajuda alguém a alterar algo profundamente, às vezes em apenas alguns minutos, são muito interessantes e, se não forem incluídas num processo mais amplo de desenvolvimento pessoal, podem apenas trazer um benefício muito localizado. Recorrendo à PNL é relativamente fácil produzir determinados resultados que alguns julgam espetaculares, como a cura de fobias ou a alteração de estados emocionais profundos. Pessoalmente, não são essas as alterações que mais gosto de ajudar a produzir, pois prefiro que os meus clientes se mantenham no lugar do condutor e não no lugar do passageiro. Claro que, às vezes, estas alterações proporcionam uma melhor qualidade de vida ou permitem o acesso a outras transformações, o que já me interessa mais.

TMC: Como se faz, afinal, PNL?

Pedro: Usando de forma informada e em consciências as diferentes linguagens ao nosso dispôr (incluindo a linguagem verbal e as não-verbais, com destaque para o nosso discurso interno e para a comunicação através da fisiologia) para programar determinados resultados – ao nível do comportamento e dos impactos desse comportamento. No fundo, com a PNL aprende-se a envolver todo o sistema humano (consciente e inconsciente) num processo alinhado e equilibrado rumo aos resultados desejados. Deste conceito abstrato parte-se para um conjunto de estratégias extremamente práticas: como falar e o que falar, como usar o corpo – para gerar estados emocionais e resultados desejados. Estudar PNL parte da observação do Homem em ação e em interação. Observa-se o que alguém faz e que resultados gera e depois propõem-se alterações ao que se faz para poder gerar resultados diferentes – ganhar mais dinheiro, gerar mais empatia, conseguir apresentar uma ideia ou projeto, melhorar a saúde ou a aspeto físico, melhorar a auto-confiança e a auto-estima, melhorar a vivências dos relacionamentos familiares e amorosos, etc. De acordo com a PNL, não existem mudanças grandes ou pequenas, resultados mais ou menos difíceis, existem apenas processos que geram determinados resultados. E que podem, claro, ser alterados!

TMC: Qual é a ligação da PNL com outras linhas do desenvolvimento pessoal?

Pedro: A PNL nasce da modelagem de terapeutas, por isso os pontos de contacto são enormes. É muito frequente ter participantes nos cursos de PNL que são treinados em Psicologia ou Psicoterapia, em Medicina ou Fisioterapia, ou então em Coaching ou Reiki, e que encontram constantemente pontos de contacto entre aquilo que a PNL propõe e aquilo que já sabem sobre a mente e sobre o corpo. Aliás, para a PNL, corpo e mente são expressões de uma mesma natureza, faces da mesma moeda, daí se encontrarem pontos comuns com abordagens mais mentais, abordagens mais físicas e mecanicistas e até com abordagens mais espirituais.

TMC: Quem pode aprender PNL?

Pedro: Toda a gente que o queira! Já ensinei PNL, de forma direta e indireta, a pessoas entre os 8 e os 80, de mais de 30 nacionalidades diferentes, com todo o tipo de antecedentes e educação. Todos podem beneficiar pois a PNL é sobre a nossa experiência subjetiva, é sobre nós – sobre quem mais poderia ser? Dessa forma aprender PNL é, antes de mais, aprender sobre a vida. Estou nesta viagem há quase 10 anos e continuo com o mesmo entusiasmo do início. Posso até afirmar que quanto mais aprendo mais interessante fica. Há uns anos procurei colocar algumas das minhas aprendizagens no livro “O Mágico Que Não Acreditava Em Magia” que escrevi para que a introdução à PNL pudesse ser simples e entusiasmante e pudesse chegar a ainda mais pessoas. Mais recentemente tenho feito isso também através de cursos onlines, que permitem desenhar aplicações específicas da PNL e chegar a pessoas um pouco por todo o mundo em simultâneo.

 

Se quiseres ler o livro do Pedro, podes encontrá-lo em versão papel e digital aqui.

 

Inspiradores!

Nos próximos dias vamos publicar por aqui uma entrevista com um dos mais conhecidos trainers de PNL, outra com um especialista em empreendedorismo e outra ainda com alguém que viveu uma transformação física verdadeiramente inspiradora.

Há alguém que gostavas que entrevistássemos nesta página que se dedica a promover Coaching, PNL, Mindfulness e outras abordagens de desenvolvimento pessoal?

Obrigado por estares aí, já são mais de 1500 pessoas a seguirem esta página em poucas semanas!

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Fazer acontecer o Sonho

Se há coisa que aprendi com o Coaching foi que todo o sonho pode ser transformado num objetivo, desde que estejamos preparados para assumir a responsabilidade de fazer acontecer o sonho!

Só se torna possível se acreditares que é possível

A possibilidade do milagre da transformação de uma determinada condição de vida (amorosa, familiar, profissional, financeira, etc) começa na crença dessa mesma possibilidade. Por outras palavras, só se torna possível se acreditares que é possível!

Aquilo que resistes… Persiste! by Pedro Vieira

Dizem muitos autores que aquilo a que resistes… Persiste! Quando resistes a algo, colocas a tua atenção naquilo a que estás a resistir. E para onde vai a atenção, flui a energia!

Poderá ser esta uma das razões pelas quais tantas pessoas experienciam quase constantemente aquilo que não querem? E será que se passarem a aceitar podem começar a transformar?

Talvez seja este um bom tema de reflexão para hoje!

by Pedro Vieira

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Master Class Online Gratuita! 3 de Março

Master Class Online Gratuita! O milagre da transformação começa na alteração de crenças – nesta aula com o Miguel Cocco, um dos mais reconhecidos hipnoterapeutas portugueses, vais aprender sobre libertação de crenças. Como coach, acredito muito no poder deste conteúdo, pois utilizo-o diariamente. Espero que te seja útil também!

http://bit.ly/1QEojRb

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André Leonardo – Empreendedor

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O André Leonardo é um jovem inspirador! Personifica como poucos o espírito empreendedor e tem uma visão optimista e possibilitadora do mundo. Deixa-te inspirar por esta entrevista e descobre mais sobre o André na sua página na internet! Acompanha-o também no seu facebook.

O André deu literalmente a volta ao mundo para recolher material para o seu livro “Faz Acontecer”!

TMC – André, como é que um jovem açoriano decide lançar-se num projeto que o leva a dar a volta ao mundo? Quais os teus objetivos iniciais com este projeto?

André: Desde muito cedo comecei a desenvolver iniciativas com o objetivo de promover o espirito empreendedor, sobretudo organização de eventos internacionais e conferências. Nestes projetos e no contacto que ia tento com a população, comecei a sentir que a mesma estava desmotivada com toda a situação socioeconómica mas mais do que isso, estava farta das palavras bonitas e vazias de conteúdo. Eu, otimista crónico, e que acredita que os momentos menos bons são precisamente os momentos onde existem mais oportunidades – já dizia o outro, ou choras ou vendes lenços para as pessoas chorarem – senti que tinha de fazer alguma coisa. Decidi colocar em campo esta expedição que tinha como grande objetivo dar a volta ao mundo a relatar histórias de pessoas inspiradoras que tiveram coragem de ir em frente com o seu negócio ou projeto e tiveram sucesso! Pessoas reais, de carne e osso, de várias áreas e classes sociais que fizeram acontecer. Passar por um lado em Silicon Valley nos EUA e falar com empreendedores de topo com negócios que rendem milhões e por outro, visitar a India ou Quénia e conhecer empreendedores que vivem com 2€ por dia. Perceber na prática como todos eles apesar do local onde estão ou quem são foram em frente. Relatar estes casos e trazê-los de volta à base como forma de inspirar a população e mostrar que afinal é possível ir em frente.

TMC – Com que desafios e dificuldades lidaste para colocar este projeto em marcha? Houve quem desconfiasse da tua capacidade de fazer acontecer?

André: Ui… sinceramente acho que ninguém acreditou, mesmo algumas das pessoas mais próximas de mim, que eu ia conseguir colocar esta expedição de pé. Afinal, como se coloca uma expedição destas de pé, especialmente sem nunca ter feito nada disto antes, começar sem dinheiro e sem contactos? Foram dois anos de trabalho e preparação, sobretudo por duas razões: Primeira, eu não tinha dinheiro nenhum. Tive de vender tudo o que tinha, bater à porta de 97 empresas em busca de patrocínios e por fim, fazer uma campanha de donativos onde quem partilhasse este espirito de “fazer acontecer”, podia contribuir e ajudar-me a seguir viagem. Foi duro… e no final de tudo isto ainda não tinha todo o dinheiro que precisava… mas fui na mesma. Segundo, porque tive de fazer um trabalho prévio na busca por empreendedores inspiradores em todo o mundo. E… se em Silicon Valley é fácil encontrá-los na Tanzânia ou na India já não é bem assim. Foram horas e horas de preparação porque logisticamente era complicado mas depois de muito trabalho consegui preparar tudo da melhor forma. Foi tão mas tão difícil chegar ao dia da partida que quando lá cheguei parecia mentira.

TMC: O que aprendeste com esta maravilhosa viagem?

André:: Aprendi imenso. Depois de um ano pelo mundo voltei cheio de cicatrizes mas também muito mais forte e preparado. Tive a sorte de conhecer empreendedores incríveis, assim como, de ver in loco centenas de casos e realidades. São tantas as lições que aprendi. Hoje acredito que nós só não fazemos o que não queremos. Que o difícil é diferente do impossível. Que fazer acontecer dá muito trabalho mas que é possível. O focus de causalidade está muito mais em nós do que nos outros.

TMC: Sabendo que há imensas pessoas que têm ideias e projetos que nunca saem da gaveta, quais são as tuas estratégias de sucesso como jovem empreendedor para transformar ideias em realidade?

André: A primeira coisa que faço é traçar um objetivo “grande” e claro. De seguida divido este objetivo grande em pequenos objetivos. Traço um plano de ação e com muita vontade e sacrifício vou, passo a passo, fazendo acontecer. Obrigo-me a dar, pelo menos, um passo por dia. Mesmo que seja apenas um passo por dia, ao fim de um ano são 365 passos. Se há conselho que posso deixar a quem está a tentar fazer acontecer, seja nos negócios, seja trabalhando para outros, seja até num projeto pessoal, é para não desistirem nunca e acreditarem. Planifiquem bem, falem com quem já passou pelo mesmo, estudem e vão à luta com tudo. Vai dar muito trabalho (nem imaginam quanto) mas no final, com uma pitada de sorte tudo vai valer a pena!

TMC: Queres inspirar os jovens dos Açores e do mundo a acreditarem em quê?

André: Quero inspirar pessoas a fazerem acontecer. Quero demonstrar-lhes que, qualquer que seja a sua situação, há sempre forma de dar a volta e ir em frente. Com muita ação, atitude e vontade as coisas são possíveis de concretizar. Quero transformar corações vazios em corações cheios. Entusiasma-me muito ajudar a criar, transformar e inovar.

TMC: Há mais voltas ao mundo à espera do André Leonardo?

André: Há outras “viagens” ao virar da esquina. Não sei se da mesma forma, não sei se de mochila às costas mas certamente continuarão a ser aventuras e projetos novos e ambiciosos!

Perguntas abrem espaço para a Mudança!

É maravilhoso como se pode alterar rapidamente a percepção de uma situação, problema ou desafio através de uma simples pergunta. Aqui vão algumas das que funcionam particularmente bem:

– o que é que isto tem de bom?
– o que é que posso aprender com isto?
– como posso melhorar isto agora?
– como é que isto me pode ser útil?

As perguntas que fazemos abrem, muitas vezes, espaço para o processo de mudança!

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O maior milagre da vida?

A vida.

A que nos corre nas veias e nos permite sentir esta maravilhosa experiência, todos os dias.

Mikaela Övén – autora

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A Mikaela Övén, de nacionalidade sueca, está há 15 anos em Portugal. Estudou em vários países e especializou-se nas áreas de Mindfulness e Parentalidade. Lançou recentemente um livro “Educar com Mindfulness”, que tem estado nos tops de vendas. Nesta entrevista, procurei saber mais sobre este conceito tão em voga – Mindfulness – pela voz de alguém que muito tem contribuído para divulgar a sua prática.

Podes seguir o trabalho da Mia através do seu site e da sua popular página do Facebook.

E pode espreitar aqui o livro Educar com Mindfulness.

TMC: Mia, afinal o que é o Mindfulness?

Mia: Muitas vezes quando se fala em Mindfulness está-se a falar de meditação, mas Mindfulness não é apenas meditação. Posso viver a minha vida toda de uma forma Mindful. Mindfulness é uma forma de eu viver a minha vida, é uma forma de eu me relacionar comigo, com a minha vida interna e externa, com os outros e todas as situações nas quais me encontro. Quando pratico Mindfulness observo o que é com presença consciente, sem julgamentos e com muita compaixão.

TMC: De que forma é que o Mindfulness pode ser útil aos seus praticantes?

Mia: Muitas vezes fala-se na diminuição de stress e aumento de foco e da concentração como alguns dos principais benefícios. Para mim, o Mindfulness oferece descanso, à mente e ao coração. Permite ao praticante sair das suas histórias e ver que são isso mesmo, histórias, e que o praticante pode decidir se quer continuar a contar essas histórias ou não e pode decidir como se vai relacionar com as histórias dos outros.

Mindfulness permite-nos fazer escolhas sábias, permite-nos ver com facilidade o que é mais importante agora. Além disso, a prática de Mindfulness é uma grande auto-descoberta, um aumento do auto-conhecimento e permite-nos sentir compaixão por tudo que descobrimos. O Mindfulness abre o coração ao verdadeiro mundo que se está a desvendar mesmo aqui a nossa frente e que conseguimos ver sem filtros.

TMC: Há cada vez mais empresas interessadas no Mindfulness. Será que é pelas razões certas?

Mia: Se são as razões certas ou erradas não sei. Sei que muitas empresas e muitas pessoas procuram o Mindfulness com grandes expectativas. Procuram a prática para conseguir algo. Ou seja, investem para receber (seja mais produtividade, menos stress ou outra coisa qualquer). Também sei que quando iniciamos uma prática de Mindfulness com uma expectativa, essa expectativa irá conduzir a experiência toda. A prática de Mindfulness não é como ir a um ginásio ou fazer uma dieta. Para mim, não é uma ferramenta. É muito mais que isso. Costumo dizer às pessoas que me procuram para prática de Mindfulness para agradecerem a razão que as levou até à pratica, e a partir de agora deixar essa razão partir, começar a praticar apenas pela pràtica em si, com muita curiosidade, e ver o que acontece.

TMC:Como pode alguém iniciar uma prática de Mindfulness?

Mia: Para a grande maioria das pessoas começar em escala pequena provavelmente é o ideal. Não precisas de ter mais tempo. Começa por escolher uma atividade que fazes todos os dias. Lavar os dentes, escovar o cabelo, tomar banho, tomar café. Uma atividade que achas que já fizeste muitas vezes e que fazes todos os dias. Escolhe essa atividade para a tua prática diária de Mindfulness. A prática é simples, sendo que a mente pode complicá-la: faz o que fazes enquanto o fazes. Ou seja, se escolheste lavar os dentes, então lava apenas os dentes enquanto lavas os dentes. Cada vez que reparares que a tua mente está envolvida em alguma história, volta com a tua atenção plena para o que estás a fazer, que é lavar os dentes. Observa os sabores, as movimentos, as sensações etc. Do início e até ao fim. Faz isso todos os dias durante pelo menos uma semana. Pode parecer banal. Faz na mesma. Observa, e vê o que acontece. Depois podes escolher mais uma coisa que fazes todos os dias, e depois talvez tenhas vontade de experimentar alguma prática mais formal, talvez sintas que afinal tens algum tempo para fazer uma meditação Mindfulness. No meu livro ”Educar com Mindfulness” tens um CD e muitas instruções que te podem ajudar.

TMC: Escreveste um livro em que aplicas o Mindfulness à Parentalidade e que se tornou num best seller. A que outras áreas se pode aplicar o Mindfulness?

Mia: Mindfulness é aplicável à vida! Toda! Tudo que fazes, podes fazer de uma forma Mindful. Podes fazer exercício de uma forma Mindful, podes comunicar de uma forma Mindful, podes abraçar de uma forma Mindful, fazer amor de uma forma Mindful…

Quem diz que não existem milagres nunca reparou devidamente nas ondas do mar, pois não?

Quando compreenderes que tu – assim mesmo como és agora – és o maior dos milagres, poderás usufruir da tua vida como uma experiência milagrosa. Aí deixarás de estar focado naquilo que te falta para seres feliz e começarás a estar focado em apreciar aquilo que é – agora!

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Marta Ferreira – Coach

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A Marta Ferreira é uma das mais coaches mais experientes em Portugal, contando com um número impressionante de pessoas que já ajudou através do dinâmico processo do coaching. Além disso, a Marta conta com uma enorme experiência no ensino do coaching, tendo já facilitado certificações internacionais em países tão distantes como o Brasil, Angola, Suécia ou Finlândia, entre outros! Podes saber mais sobre a Marta através da sua página web, do seu facebook ou da organização de que faz parte como Master Trainer, a World Coaching Organization.

Nesta entrevista, a Marta responde de forma entusiasta e aberta a questões que lhe coloquei sobre coaching, afinal de contas a sua grande paixão!

TMC: Marta, o que é coaching para ti?

Marta: Essencialmente, um processo de tomada de consciência e de auto-conhecimento. Para mim, é uma ferramenta muito poderosa que nos ajuda a perceber bem onde estamos; para onde queremos ir; a descobrirmos possíveis vias de como chegar lá e, acima de tudo, a começar a dar os passos necessários para isso. De tudo o que conheço de desenvolvimento pessoal, é a minha maior paixão porque consegue ser, ao mesmo tempo, muito profundo e muito concreto no sentido que nos ajuda, efetivamente, a ter resultados. E isso é o que eu acho que distingue o coaching de outras metodologias: o foco no resultado; em, de facto, criar a mudança. Ajuda-me a encarar a vida estando em causa e percebendo que tudo depende de mim e dos passos e escolhas que dou. Também é um processo que ajuda imenso a mudar paradigmas e a voltar a ser criativo na maneira como fazemos as coisas ou como olhamos para elas.

TMC: O coaching é mais eficaz em alguns contextos específicos ou é uma abordagem abrangente que pode funcionar em qualquer contexto?

Marta: Penso que é bastante abrangente e pode funcionar em diversos contextos. Pelo menos, daquilo que é a minha experiência, ainda não encontrei uma situação em que não fosse útil ou aplicável. Pode ser mais ou menos indicado (ter mais ou menos impacto), mas sempre útil. Costumo dizer quando conheço alguma prática/método novo que ficaria ainda melhor se lhe juntássemos um pouco de coaching. É óbvio que não se aplica em todos os contextos no sentido em que pode não ser a ferramenta que (naquele contexto) produza mais resultados. Mas não me parece que prejudique em nenhum. Costumo dizer que toda a gente devia ter um coach e quando o digo é mesmo porque acredito que, mesmo com pouco impacto, pode ser uma ajuda.

TMC: De acordo com a tua ampla experiência como coach, quais são os 3 benefícios mais comuns que os clientes de coaching obtêm?

Marta: Pergunta difícil reduzi-los a 3… a auto consciência será, sem dúvida, um deles. É um processo que leva a um maior conhecimento de quem somos. Não consigo dizer que me conhecia antes do coaching e esse é um dos benefícios de que os meus clientes mais falam. Outro, claro, os resultados. Por resultado quero dizer conseguir alcançar objetivos a que nos propomos. Como é um processo que nos leva a agir, percebemos que podemos, de facto, ter/ser muito daquilo que queremos na vida. Portanto diria que a concretização de objetivos seria outro dos benefícios. Por fim, e só podendo escolher 3, a noção de causa, ou seja, que criamos a nossa própria realidade (boa ou má) e, como tal, podemos alterá-la. Para mim, é um dos benefícios mais poderosos uma vez que coloca os meus clientes ao leme da sua vida deixando de ser um resultado de algo exterior a si. E muito outros: criatividade, libertar potencial, etc…

TMC: Muitas empresas apostam na contratação de coaches ou na formação em coaching de colaboradores. Afinal, como é que o coaching pode ajudar as empresas?

Marta: Acredito que colaboradores felizes trazem melhores resultados para as empresas. Sem dúvida! Mas para além disso, o coaching é das melhores ferramentas que conheço para desenvolver competências e potenciar as mesmas. Pode ser um fantástico aliado na criação daquilo que se chama de ownership: ajuda os colaboradores a responsabilizarem-se pelos seu próprios resultados e também pelo caminho que decidem seguir para os atingir, eliminando, assim, as célebres desculpas e culpabilizações (chefe; mercado, crise, etc…) Para mim, outra das grandes vantagens no universo das empresas é o desenvolvimento da criatividade. Desenvolver uma atitude criativa, inovadora e proativa é essencial nos negócios hoje em dia. E, neste campo, acredito que o coaching é uma extraordinária mais valia. Isto para além de ajudar na criação de espírito de equipa; na criação de objetivos comuns; na definição de valores e, claro, no atingir de resultados. Sem isso, não seria coaching 🙂

TMC: Usas uma linguagem muito direta e emocional e expões os teus próprios processos de auto-coaching. Ainda te lembras da Marta pré-coaching? Quais são as principais diferenças na forma como lidas agora com a vida?

Marta: Se ainda me lembro da Marta pré coaching? Lembro! Com muito do mesmo potencial, mas muito menos focada naquilo que eu consigo mudar. Sem grande noção de quem era e do que faria sentido para mim na minha vida. Uso uma linguagem que espelha quem eu sou. Para mim, isso é coaching: descobrir-me e viver como me faz sentido, aceitando o bom e o menos bom que isso traz. Costumo dizer que o meu potencial já estava todo lá, mas, não só não o via, como não sabia o que fazer com ele. Hoje em dia estou muito mais em causa; sei melhor o que quero e o que me faz sentido tendo em conta quem eu sou. Hoje em dia, tomo conta da minha vida e estou bem mais preparada para lidar com as coisas que não controlo. E consegui trazer os resultados importantes que queria para a minha vida. E isso foi uma grande dádiva. Mas, a maior diferença? Sou muito mais eu. Com as minhas qualidades, com os meus defeitos; com muito mais auto-confiança mesmo quando “falho” ou faço asneira. Em termos de amor próprio, por exemplo, foi dos meus maiores benefícios, E sei que só porque me conheci, Costumavam dizer me que só as pessoas que não se conhecem não gostam de si. Felizmente, ainda fui a tempo 🙂

Uma das minhas páginas favoritas – definitivamente um dos próximos autores de desenvolvimento pessoal a entrevista aqui no The Miracle Coach será a Mama Mia 🙂

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Acreditas?

Os milagres são subjetivos: nem todos os vêem! Para ver milagres é necessário, antes de mais, acreditar que eles existem. Acreditas?

Diana Gaspar Duarte – Psicóloga

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A Diana Gaspar Duarte é uma conhecida psicóloga, que tem inspirado milhares com a sua forma de olhar a vida. Nada melhor, para saber quem é, do que ler a apresentação que faz de si própria no seu blog:

“Nasci em Coimbra, tenho Coimbra no nome e em Coimbra vivo.
Sou mulher, mãe, psicóloga, amiga e feliz.
Adoro ser mulher.
Ser mãe, é de todos, o papel principal da minha vida.
Sou movida pelo amor, pela paixão e pela amizade sincera.
Os meus amigos são a família que escolhi.
Abraço a Psicologia Positiva na minha forma de ser e trabalhar. Trabalho com crianças, jovens e famílias. Amo o que faço.
Não sei viver sem o cheiro a livros, sem música e dança, sem saltos altos e sem sapatilhas nos pés.”

Para saberes mais sobre a Diana, consulta o seu blogue aqui, e acede à sua página do facebook (altamente recomendado).

Coloquei algumas questões à Diana e, como acontece quando contacto com o seu trabalho, dei por mim inspirado. Acho que vai acontecer o mesmo contigo:

 

TMC: Diana, o que é desenvolvimento pessoal para ti?

Diana: O desenvolvimento pessoal para mim é uma filosofia de vida, na medida em que foi a partir do momento em que percebi que quanto melhor me conhecia, melhor vivia comigo e com os outros. Comecei o meu caminho de desenvolvimento pessoal numa das alturas mais difíceis da minha vida e foi aí que percebi que quando me sentia sintonizada comigo pela intenção de sair de uma zona de sofrimento para uma zona de bem-estar, tudo fazia sentido e a vida ganhava outros significados. O desenvolvimento pessoal é uma porta aberta à intuição e ao amor, e acredito que os dois são os melhores antídotos para o medo e para o sofrimento.

TMC: De acordo com a tua experiência, o que motiva mais as pessoas: ultrapassar problemas ou melhorar as suas capacidades?

Diana: Pela minha experiência acho que a maior motivação vem da necessidade de ultrapassar problemas. Ainda estamos, como sociedade, num patamar em que, mais do que melhorar capacidades, desejamos não sofrer. Somos a sociedade do “mais-ou-menos” e do suficiente, e não uma sociedade voltada para o bom ou muito bom, se me faço entender. Desejo que o foco mude!

TMC: Quais são os 3 problemas mais típicos das pessoas que procuram a tua ajuda?

Diana: Sou uma privilegiada porque tanto acompanho crianças e jovens como adultos tendo o meu cliente mais velho 65 e o mais novo 3 anos. No entanto, vou percebendo que os problemas são os mesmos, dada a influência dos pais e da família na construção metal e emocional das crianças e dos jovens. Considero que o medo do amanhã, o sentimento de culpa e a necessidade de corresponder às expectativas familiares e sociais são os problemas mais fortes.

TMC: Há diferença na forma como homens e mulheres abordam o desenvolvimento pessoal?

Diana: As mulheres são mais interessadas pelo desenvolvimento pessoal e mais proativas na procura de ajuda para essa necessidades, mas vou observando que, embora os homens não procurem tanto, são mais focados, acabando, assim, por atingir resultados mais rapidamente.

TMC: O que dizer a alguém que se encontra desmotivado ou deprimido? E como dizê-lo?

Diana: Primeiro convidava-a a levantar a cabeça, a colocar as costas direitas e a olhar em frente, e convidava-a a fazer comigo vários ciclos de respiração. Como me disse um cliente de palmo e meio há pouco tempo: “o que me tem safado é a respiração” 🙂 Depois de estar mais energizada através da respiração, dir-lhe-ia que tem uma voz dentro de si que a leva a estar assim, e que a sua voz interior podia ser a sua melhor ou pior amiga. Se estava deprimida, certamente trazia uma voz muito pouco amiga. Partindo do principio que viver é muito bom e uma experiência maravilhosa, convidava-a a ouvir-se, a observar-se e a transformar a sua voz na sua melhor amiga. Tudo o que sentimos começa pelas lentes com que olhamos e pela voz que trazemos dentro de nós.

“Problema”

Muitos dos problemas com que lidamos no dia-a-dia começam no momento em que, observando uma determinada situação, a apelidamos de “problema”. Será que que podemos apelidar a mesma situação de uma outra forma que nos leve a viver uma outra realidade?

E será essa alteração um simples jogo de palavras ou uma real ativação de diferentes caminhos neurológicos que afetam a nossa experiência mental e emocional?

O que chamas ao que os outros chamam de “problemas”?

By Pedro Vieira

Um professor também pode ser um coach que faz milagres.

E Mr Chris é sem dúvida um Miracle Coach.

Vê aqui: https://www.facebook.com/specialbooksbyspecialkids/photos/a.600943623340955.1073741829.591976210904363/677858522316131/?type=3&theater

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