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A Diana Gaspar Duarte é uma conhecida psicóloga, que tem inspirado milhares com a sua forma de olhar a vida. Nada melhor, para saber quem é, do que ler a apresentação que faz de si própria no seu blog:

“Nasci em Coimbra, tenho Coimbra no nome e em Coimbra vivo.
Sou mulher, mãe, psicóloga, amiga e feliz.
Adoro ser mulher.
Ser mãe, é de todos, o papel principal da minha vida.
Sou movida pelo amor, pela paixão e pela amizade sincera.
Os meus amigos são a família que escolhi.
Abraço a Psicologia Positiva na minha forma de ser e trabalhar. Trabalho com crianças, jovens e famílias. Amo o que faço.
Não sei viver sem o cheiro a livros, sem música e dança, sem saltos altos e sem sapatilhas nos pés.”

Para saberes mais sobre a Diana, consulta o seu blogue aqui, e acede à sua página do facebook (altamente recomendado).

Coloquei algumas questões à Diana e, como acontece quando contacto com o seu trabalho, dei por mim inspirado. Acho que vai acontecer o mesmo contigo:

 

TMC: Diana, o que é desenvolvimento pessoal para ti?

Diana: O desenvolvimento pessoal para mim é uma filosofia de vida, na medida em que foi a partir do momento em que percebi que quanto melhor me conhecia, melhor vivia comigo e com os outros. Comecei o meu caminho de desenvolvimento pessoal numa das alturas mais difíceis da minha vida e foi aí que percebi que quando me sentia sintonizada comigo pela intenção de sair de uma zona de sofrimento para uma zona de bem-estar, tudo fazia sentido e a vida ganhava outros significados. O desenvolvimento pessoal é uma porta aberta à intuição e ao amor, e acredito que os dois são os melhores antídotos para o medo e para o sofrimento.

TMC: De acordo com a tua experiência, o que motiva mais as pessoas: ultrapassar problemas ou melhorar as suas capacidades?

Diana: Pela minha experiência acho que a maior motivação vem da necessidade de ultrapassar problemas. Ainda estamos, como sociedade, num patamar em que, mais do que melhorar capacidades, desejamos não sofrer. Somos a sociedade do “mais-ou-menos” e do suficiente, e não uma sociedade voltada para o bom ou muito bom, se me faço entender. Desejo que o foco mude!

TMC: Quais são os 3 problemas mais típicos das pessoas que procuram a tua ajuda?

Diana: Sou uma privilegiada porque tanto acompanho crianças e jovens como adultos tendo o meu cliente mais velho 65 e o mais novo 3 anos. No entanto, vou percebendo que os problemas são os mesmos, dada a influência dos pais e da família na construção metal e emocional das crianças e dos jovens. Considero que o medo do amanhã, o sentimento de culpa e a necessidade de corresponder às expectativas familiares e sociais são os problemas mais fortes.

TMC: Há diferença na forma como homens e mulheres abordam o desenvolvimento pessoal?

Diana: As mulheres são mais interessadas pelo desenvolvimento pessoal e mais proativas na procura de ajuda para essa necessidades, mas vou observando que, embora os homens não procurem tanto, são mais focados, acabando, assim, por atingir resultados mais rapidamente.

TMC: O que dizer a alguém que se encontra desmotivado ou deprimido? E como dizê-lo?

Diana: Primeiro convidava-a a levantar a cabeça, a colocar as costas direitas e a olhar em frente, e convidava-a a fazer comigo vários ciclos de respiração. Como me disse um cliente de palmo e meio há pouco tempo: “o que me tem safado é a respiração” 🙂 Depois de estar mais energizada através da respiração, dir-lhe-ia que tem uma voz dentro de si que a leva a estar assim, e que a sua voz interior podia ser a sua melhor ou pior amiga. Se estava deprimida, certamente trazia uma voz muito pouco amiga. Partindo do principio que viver é muito bom e uma experiência maravilhosa, convidava-a a ouvir-se, a observar-se e a transformar a sua voz na sua melhor amiga. Tudo o que sentimos começa pelas lentes com que olhamos e pela voz que trazemos dentro de nós.

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