Marta Ferreira

A Marta Ferreira é uma das mais coaches mais experientes em Portugal, contando com um número impressionante de pessoas que já ajudou através do dinâmico processo do coaching. Além disso, a Marta conta com uma enorme experiência no ensino do coaching, tendo já facilitado certificações internacionais em países tão distantes como o Brasil, Angola, Suécia ou Finlândia, entre outros! Podes saber mais sobre a Marta através da sua página web, do seu facebook ou da organização de que faz parte como Master Trainer, a World Coaching Organization.

Nesta entrevista, a Marta responde de forma entusiasta e aberta a questões que lhe coloquei sobre coaching, afinal de contas a sua grande paixão!

TMC: Marta, o que é coaching para ti?

Marta: Essencialmente, um processo de tomada de consciência e de auto-conhecimento. Para mim, é uma ferramenta muito poderosa que nos ajuda a perceber bem onde estamos; para onde queremos ir; a descobrirmos possíveis vias de como chegar lá e, acima de tudo, a começar a dar os passos necessários para isso. De tudo o que conheço de desenvolvimento pessoal, é a minha maior paixão porque consegue ser, ao mesmo tempo, muito profundo e muito concreto no sentido que nos ajuda, efetivamente, a ter resultados. E isso é o que eu acho que distingue o coaching de outras metodologias: o foco no resultado; em, de facto, criar a mudança. Ajuda-me a encarar a vida estando em causa e percebendo que tudo depende de mim e dos passos e escolhas que dou. Também é um processo que ajuda imenso a mudar paradigmas e a voltar a ser criativo na maneira como fazemos as coisas ou como olhamos para elas.

TMC: O coaching é mais eficaz em alguns contextos específicos ou é uma abordagem abrangente que pode funcionar em qualquer contexto?

Marta: Penso que é bastante abrangente e pode funcionar em diversos contextos. Pelo menos, daquilo que é a minha experiência, ainda não encontrei uma situação em que não fosse útil ou aplicável. Pode ser mais ou menos indicado (ter mais ou menos impacto), mas sempre útil. Costumo dizer quando conheço alguma prática/método novo que ficaria ainda melhor se lhe juntássemos um pouco de coaching. É óbvio que não se aplica em todos os contextos no sentido em que pode não ser a ferramenta que (naquele contexto) produza mais resultados. Mas não me parece que prejudique em nenhum. Costumo dizer que toda a gente devia ter um coach e quando o digo é mesmo porque acredito que, mesmo com pouco impacto, pode ser uma ajuda.

TMC: De acordo com a tua ampla experiência como coach, quais são os 3 benefícios mais comuns que os clientes de coaching obtêm?

Marta: Pergunta difícil reduzi-los a 3… a auto consciência será, sem dúvida, um deles. É um processo que leva a um maior conhecimento de quem somos. Não consigo dizer que me conhecia antes do coaching e esse é um dos benefícios de que os meus clientes mais falam. Outro, claro, os resultados. Por resultado quero dizer conseguir alcançar objetivos a que nos propomos. Como é um processo que nos leva a agir, percebemos que podemos, de facto, ter/ser muito daquilo que queremos na vida. Portanto diria que a concretização de objetivos seria outro dos benefícios. Por fim, e só podendo escolher 3, a noção de causa, ou seja, que criamos a nossa própria realidade (boa ou má) e, como tal, podemos alterá-la. Para mim, é um dos benefícios mais poderosos uma vez que coloca os meus clientes ao leme da sua vida deixando de ser um resultado de algo exterior a si. E muito outros: criatividade, libertar potencial, etc…

TMC: Muitas empresas apostam na contratação de coaches ou na formação em coaching de colaboradores. Afinal, como é que o coaching pode ajudar as empresas?

Marta: Acredito que colaboradores felizes trazem melhores resultados para as empresas. Sem dúvida! Mas para além disso, o coaching é das melhores ferramentas que conheço para desenvolver competências e potenciar as mesmas. Pode ser um fantástico aliado na criação daquilo que se chama de ownership: ajuda os colaboradores a responsabilizarem-se pelos seu próprios resultados e também pelo caminho que decidem seguir para os atingir, eliminando, assim, as célebres desculpas e culpabilizações (chefe; mercado, crise, etc…) Para mim, outra das grandes vantagens no universo das empresas é o desenvolvimento da criatividade. Desenvolver uma atitude criativa, inovadora e proativa é essencial nos negócios hoje em dia. E, neste campo, acredito que o coaching é uma extraordinária mais valia. Isto para além de ajudar na criação de espírito de equipa; na criação de objetivos comuns; na definição de valores e, claro, no atingir de resultados. Sem isso, não seria coaching 🙂

TMC: Usas uma linguagem muito direta e emocional e expões os teus próprios processos de auto-coaching. Ainda te lembras da Marta pré-coaching? Quais são as principais diferenças na forma como lidas agora com a vida?

Marta: Se ainda me lembro da Marta pré coaching? Lembro! Com muito do mesmo potencial, mas muito menos focada naquilo que eu consigo mudar. Sem grande noção de quem era e do que faria sentido para mim na minha vida. Uso uma linguagem que espelha quem eu sou. Para mim, isso é coaching: descobrir-me e viver como me faz sentido, aceitando o bom e o menos bom que isso traz. Costumo dizer que o meu potencial já estava todo lá, mas, não só não o via, como não sabia o que fazer com ele. Hoje em dia estou muito mais em causa; sei melhor o que quero e o que me faz sentido tendo em conta quem eu sou. Hoje em dia, tomo conta da minha vida e estou bem mais preparada para lidar com as coisas que não controlo. E consegui trazer os resultados importantes que queria para a minha vida. E isso foi uma grande dádiva. Mas, a maior diferença? Sou muito mais eu. Com as minhas qualidades, com os meus defeitos; com muito mais auto-confiança mesmo quando “falho” ou faço asneira. Em termos de amor próprio, por exemplo, foi dos meus maiores benefícios, E sei que só porque me conheci, Costumavam dizer me que só as pessoas que não se conhecem não gostam de si. Felizmente, ainda fui a tempo 🙂

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