IVM Braga

O Pedro é um dos mais conhecidos especialistas em Coaching e PNL em Portugal. Tem percorrido o país com palestras inspiradoras e cursos de desenvolvimento pessoal – formatos que também já levou a outros países da Europa, além de Brasil e Angola. É autor publicado pela Pergaminho e pela Temas de Hoy (Espanha). A missão do Pedro é inspirar decisões apaixonadas e podes segui-lo através da sua página e do seu facebook.

Nesta conversa, falamos sobre Programação Neuro Linguística, de que o Pedro é facilitador desde 2009, conduzindo regularmente Certificações Internacionais em Lisboa e Porto.

TMC: Pedro, afinal o que é isto da PNL?

Pedro: A Programação Neuro Linguística, ou PNL, foi criada na década de 70, na Califórnia, por um grupo de homens e mulheres interessados em modelar a excelência humana. Os líderes deste grupo foram John Grinder e Richard Bandler, com quem tive oportunidade de estudar. Foi com o John que me certifiquei como trainer desta disciplina que pretende estudar a experiência subjetiva humana. Ao contrário de outras abordagens, que se focam na disfunção e na suposta anomalia, a PNL interessa-se por observar e apreender estratégias eficientes para depois as codificar e partilhar! É nesse sentido que dentro dos estudos da PNL surgem códigos de comunicação, liderança, terapia, formação e muitos outros. A utilização desses códigos permite alcançar os resultados pretendidos em várias áreas da vida.

TMC: Que áreas são essas em que se pode beneficiar da PNL?

Pedro: Bem, ainda não encontrei uma área da experiência humana em que não se possa utilizar de alguma forma a PNL. Afinal de contas a PNL é sobre essa mesma experiência humana! Pessoalmente, utilizo as técnicas e estratégias da PNL em quase tudo na minha vida: das minhas atividades profissionais às desportivas, passando pelos relacionamentos e parentalidade. No fundo, o praticante de PNL olha para a sua vida como um inesgotável campo de estudo, onde pode, com curiosidade, aprender continuamente sobre si e sobre a vida.

TMC: Algumas pessoas associam a PNL a leitura da comunicação não verbal, a vendas e até a manipulação. De onde vêm estas ideias?

Pedro: A PNL é uma disciplina aberta, qualquer um pode estudá-la e alegar utilizá-la. Já ouvi pessoas dizerem que usavam PNL apesar de não fazerem ideia do seu âmbito. Há quem a associe excessivamente à questão da comunicação não verbal pois esta é uma área muito desenvolvida pelos modeladores iniciais. Grinder e Bandler são observadores exímios, que aperfeiçoaram essa capacidade através do estudo de Milton Erickson e Virginia Satir que os levou até aos primeiros códigos da PNL. Muitas pessoas ficam fascinadas pelo que se consegue fazer quando se começa realmente a prestar atenção à comunicação não verbal. PNL é muito mais do que isso, claro! Usar, de forma consistente e consciente a PNL na nossa comunicação permite-nos, naturalmente, aumentar a nossa clareza e capacidade de influência. Nesse sentido podem desenvolver-se muitas aplicações, por exemplo, no campo das vendas. Mais uma vez, é apenas uma aplicação da PNL, reduzi-la a isso é desperdiçar o seu enorme potencial! Um dos conceitos fundamentais da PNL é o da ecologia, o estudo do impacto que temos sobre os sistemas em que operamos. Nesse sentido, procurar manipular o outro faz pouco sentido. Pessoalmente, prefiro usar a PNL para me proteger da manipulação!

TMC: A PNL é uma terapia?

Pedro: A PNL pode ser usada para ajudar pessoas a recuperarem o poder da escolha, assumirem a responsabilidade pela sua vida, adoptarem novos hábitos, acederem a mais recursos. Nesse sentido pode ser considerado o seu valor terapêutico. Gosto sobretudo de, através da PNL, chegar a um número elevado de pessoas de forma eficiente, mostrando-lhes a vida a partir de um ângulo diferente, mais positivo e poderosos. As intervenções diretas, em que se ajuda alguém a alterar algo profundamente, às vezes em apenas alguns minutos, são muito interessantes e, se não forem incluídas num processo mais amplo de desenvolvimento pessoal, podem apenas trazer um benefício muito localizado. Recorrendo à PNL é relativamente fácil produzir determinados resultados que alguns julgam espetaculares, como a cura de fobias ou a alteração de estados emocionais profundos. Pessoalmente, não são essas as alterações que mais gosto de ajudar a produzir, pois prefiro que os meus clientes se mantenham no lugar do condutor e não no lugar do passageiro. Claro que, às vezes, estas alterações proporcionam uma melhor qualidade de vida ou permitem o acesso a outras transformações, o que já me interessa mais.

TMC: Como se faz, afinal, PNL?

Pedro: Usando de forma informada e em consciências as diferentes linguagens ao nosso dispôr (incluindo a linguagem verbal e as não-verbais, com destaque para o nosso discurso interno e para a comunicação através da fisiologia) para programar determinados resultados – ao nível do comportamento e dos impactos desse comportamento. No fundo, com a PNL aprende-se a envolver todo o sistema humano (consciente e inconsciente) num processo alinhado e equilibrado rumo aos resultados desejados. Deste conceito abstrato parte-se para um conjunto de estratégias extremamente práticas: como falar e o que falar, como usar o corpo – para gerar estados emocionais e resultados desejados. Estudar PNL parte da observação do Homem em ação e em interação. Observa-se o que alguém faz e que resultados gera e depois propõem-se alterações ao que se faz para poder gerar resultados diferentes – ganhar mais dinheiro, gerar mais empatia, conseguir apresentar uma ideia ou projeto, melhorar a saúde ou a aspeto físico, melhorar a auto-confiança e a auto-estima, melhorar a vivências dos relacionamentos familiares e amorosos, etc. De acordo com a PNL, não existem mudanças grandes ou pequenas, resultados mais ou menos difíceis, existem apenas processos que geram determinados resultados. E que podem, claro, ser alterados!

TMC: Qual é a ligação da PNL com outras linhas do desenvolvimento pessoal?

Pedro: A PNL nasce da modelagem de terapeutas, por isso os pontos de contacto são enormes. É muito frequente ter participantes nos cursos de PNL que são treinados em Psicologia ou Psicoterapia, em Medicina ou Fisioterapia, ou então em Coaching ou Reiki, e que encontram constantemente pontos de contacto entre aquilo que a PNL propõe e aquilo que já sabem sobre a mente e sobre o corpo. Aliás, para a PNL, corpo e mente são expressões de uma mesma natureza, faces da mesma moeda, daí se encontrarem pontos comuns com abordagens mais mentais, abordagens mais físicas e mecanicistas e até com abordagens mais espirituais.

TMC: Quem pode aprender PNL?

Pedro: Toda a gente que o queira! Já ensinei PNL, de forma direta e indireta, a pessoas entre os 8 e os 80, de mais de 30 nacionalidades diferentes, com todo o tipo de antecedentes e educação. Todos podem beneficiar pois a PNL é sobre a nossa experiência subjetiva, é sobre nós – sobre quem mais poderia ser? Dessa forma aprender PNL é, antes de mais, aprender sobre a vida. Estou nesta viagem há quase 10 anos e continuo com o mesmo entusiasmo do início. Posso até afirmar que quanto mais aprendo mais interessante fica. Há uns anos procurei colocar algumas das minhas aprendizagens no livro “O Mágico Que Não Acreditava Em Magia” que escrevi para que a introdução à PNL pudesse ser simples e entusiasmante e pudesse chegar a ainda mais pessoas. Mais recentemente tenho feito isso também através de cursos onlines, que permitem desenhar aplicações específicas da PNL e chegar a pessoas um pouco por todo o mundo em simultâneo.

 

Se quiseres ler o livro do Pedro, podes encontrá-lo em versão papel e digital aqui.

 

Anúncios