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The Miracle Coach

Mês

Maio 2016

Sandra Matos – Inspiradora

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A Sandra Matos, fundadora da Escola Babyoga Portugal, é uma mulher que vale mesmo a pena conhecer! Falou com o The Miracle Coach e… bem, quem melhor do que a própria Sandra para se apresentar? Nas suas próprias palavras “sou uma mulher, que escolheu ser companheira, que escolheu ser mãe, que escolheu se despedir, que escolheu chorar, que escolheu rir, que escolheu errado, que escolheu certo, que escolhe porque questiona. Expresso a minha missão quando estou com crianças, famílias e, especialmente, quando estou com mulheres.

Fundei a Escola Babyoga Portugal em 2005 com o lema: gerando um novo mundo. A Escola Babyoga Portugal existe com esta missão. Está ao serviço dos bebés, das crianças, das famílias e das escolas. O trabalho que os professores de Babyoga e Playoga fazem é incrivelmente belo.

Adoro os momentos em que oriento as formações de professores. Faço-o desde 2007 e cada vez é única. Adoro abrir novos horizontes. Adoro que, juntos possamos questionar. Trazer outra consciência à nossa vida. É isto que me move”.

Lê e partilha a entrevista, pois vai servir de inspiração a muitos!

Podes saber mais sobre Babyoga aqui e também no facebook da Escola. E podes seguir a visão da Sandra através da sua página do Facebook!

TMC: Sandra, há alguns anos fizeste a transição de uma carreira numa multinacional para uma atividade completamente nova e autónoma, lançando o Babyoga em Portugal. Quais os maiores desafios de uma transição deste género?

Sandra: O meu maior desafio foi lidar com o meu medo interno de trocar o suposto “certo” pelo incerto. Na verdade, estive nesta dualidade durante algum tempo até que a dor em permanecer no “certo” se tornou insuportável e bem mais pesada do que avançar para o “incerto”. E descobri que tinha medo precisamente porque não avançava. Quando avancei e me despedi, senti-me livre e ao sentir-me livre ganhei espaço para fazer o que me apaixonava na altura: unir o mundo dos bebés à prática do Yoga. Fui ao E.U.A, estudei esta prática e quando regressei a minha intenção era partilhar o que aprendi com a minha filha e com quantas famílias conseguisse tocar. Quando a intenção e a oportunidade se encontram, tudo flui. E assim foi. Hoje a Escola Babyoga Portugal tem 10 anos de uma linda história de amor entre famílias.

 

TMC: De onde veio essa paixão pelo Babyoga e de que forma tem contribuído para melhorar a vida das famílias?

Sandra: A paixão pela prática de Yoga veio primeiro. Foi mais um amor à primeira vista. Senti a prática de Yoga no meu corpo e levou-me a lugares do meu coração que desconhecia. Quando fui mãe pela primeira vez passei por um período em que me senti muito cansada, na verdade exausta. Era tudo novo para mim. Não dormia, não comia de forma saudável. Afastei-me do que me fazia sentir bem e durante este tempo, a que eu chamo o ‘parto’ do pós-parto, procurava soluções fora de mim: métodos infalíveis para acalmar a minha bebé, formas de aliviar as cólicas, livros sobre como ajudar os bebés a dormirem bem, etc. Até que, olhei para mim, estava eu longe do meu centro à procura de quê? Então voltei para dentro. Concentrei-me novamente na minha prática pessoal, que funciona como uma higiene diária. Comecei a sentir que ao estar mais centrada criava momentos de verdadeira ligação e compreensão com a minha bebé. Comecei a perceber que quando praticava Yoga ao pé dela, eu acalmava-me e ela também. Comecei a experimentar alguns movimentos e meditações com a minha bebé e observava a rápida interacção e resposta de ambas. Tive a clara certeza que esta missão fazia parte do meu caminho. Partilhar esta prática com o maior número de famílias possível e juntos geramos um novo mundo. As famílias que praticam Babyoga e Playoga ganham tanto! Ganham cumplicidade, união, entendimento, crescimento, expansão, tranquilidade, amor!

 

TMC: Ultimamente tens partilhado muitas reflexões sobre o feminino. O que é que achas que as mulheres devem relembrar sobre a sua própria natureza?

Sandra: Devem relembrar que não somos iguais aos homens. Especialmente no ocidente onde tantas sociedades se consideram “evoluídas” temos mulheres a lutarem por serem as melhores mães, as melhores profissionais, as melhores companheiras, as melhores amigas, as melhores filhas e, sem se aperceberem a lutarem por ser igual aos homens, entretanto, esquecem-se da sua essência de ser mulher. São mulheres e agem como homens. E, particularmente as mães facilmente entram neste esquema da sociedade. Quanto mais se afastam da sua essência de mulher mais se sentem esgotadas, sobrecarregadas, perdidas. No meu caminho, ser mãe foi um poderoso abanão que me fez perceber o quanto eu tenho que regressar a mim mesma. Ser mulher, conhecer-me, conhecer os meus ciclos, a minha natureza, resgatar esta conexão ancestral do poder do feminino. Neste caminho, tornar-me a melhor mãe, companheira, amiga, filha é uma consequência natural. Todas as mães devem relembrar-se que são mulheres.

 

TMC: Imagino que tenhas muitas famílias que te procuram porque acham que os seus filhos têm algum problema e por isso necessitam de yoga ou outra atividade do género. Afinal, onde está verdadeiramente o problema?

Sandra: Penso que o problema assenta numa série de variáveis, mas sabes o maravilhoso? Acredito que a solução está dentro da família e em primeira instância dentro de cada um de nós, pais e mães. Muitas vezes os pais sentem-se encurralados perante esta encruzilhada de expectativas e exigências da sociedade sobre os filhos, a escola, a parentalidade e a educação. Por vezes não é fácil descortinar o que verdadeiramente sentimos que queremos fazer e assumir essa responsabilidade. Na prática de Babyoga, muitas mães inscrevem-se porque querem que os seus bebés durmam melhor ou deixem de ter cólicas ou ainda porque fazem muitas ‘birras’. No Playoga, a maioria dos pais procuram esta atividade porque os filhos têm hiperactividade ou défice de atenção ou são nervosos e ansiosos e por aí vai. A beleza desta prática de Babyoga e Playoga é que trabalhamos em família e por consequência crescemos em família. Os pais ficam mais calmos, os seus filhos também. Acredito que se queremos ajudar os nossos filhos, o primeiro trabalho a fazer é dentro de nós próprios.

 

TMC: Depois de alguns anos a trilhar um caminho menos convencional em família, quais as grandes aprendizagens que gostarias de partilhar com todos aqueles que vivem limitados pelo “tem de ser assim” e “gostava mas não pode ser”?

Sandra: Sempre que sinto a mais pequena dúvida sobre algo, não ignoro. Questiono. E questionar abre novas possibilidades. Para ti e para o outro. Quero aqui partilhar contigo que questionar torna-me melhor, torna-me mais humana. Seguir o meu coração! Parece um cliché, eu sei, e quando o fazes é libertador. Tenho aprendido que a coragem de seguir o coração se ganha quando praticas a coragem. A coragem de decidires por ti. De aceitares que podes escolher a forma como vives a tua vida, como nascem os teus filhos, como vives a tua família, como te reconheces enquanto ser humano e, no meu caso, enquanto mulher. Tudo vem dar aqui. Ao ponto de começo e fim.

 

Grata por esta entrevista!

 

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Joana Areias – Coach

Joana Areias

A Joana Areias é uma coach particularmente inspiradora, que tem desenvolvido um importante trabalho em áreas muito específicas do coaching, como o propósito de vida. Tem uma ótima capacidade de usar as suas próprias vivências para inspirar as suas audiências, usando uma linguagem muito pessoal que apreciamos particularmente aqui na equipa do The Miracle Coach. Podes seguir o trabalho da Joana através do seu site ou do facebook. Se quiseres, podes até enviar-lhe um email!

Aproveita também para ler o seu livro, recentemente publicado “Tu Consegues”!

 

TMC: Joana, especializaste-te em abordar a questão do propósito de vida. Afinal de contas, como é que se ajuda alguém a descobrir o seu propósito?

Joana: Nos últimos anos tenho vindo a desenvolver toda uma metodologia de trabalho, que partilho no meu livro “Tu consegues” e que tem o objetivo de ajudar as pessoas que acreditam que a sua atividade profissional já não as realiza e que querem descobrir a sua verdadeira paixão e fazer a transição para essa nova atividade de forma segura sem comprometerem a sua estabilidade financeira. No entanto, para resumir, acredito que o meu trabalho assenta principalmente em duas componentes filosóficas fundamentais.

A primeira componente existe como representação da possibilidade de serem aquilo que querem ser. Muitas pessoas quando me procuram não acreditam que estão “autorizadas” a fazer escolhas alinhadas com a sua verdade e com aquilo que realmente as faria felizes. Chegam carregando às costas um conjunto de crenças sobre aquilo que está certo ou errado e que muitas vezes as limita nas suas escolhas e decisões. Acredito que o meu trabalho fundamental, nesta fase inicial, é o de lhes dizer que “Sim”, que podem ser o que quiserem, que não há nada de errado nisso, que não têm de continuar a pagar uma dívida qualquer por um crime qualquer que nunca cometeram, que podem e devem procurar o que os faz felizes, independentemente das espectativas do mundo que os rodeia e até das suas próprias espectativas. A primeira componente fundamental no meu trabalho é, por isso, validar os seus sonhos, dizer-lhes que sim, que estão certos. Muitas vezes a nossa sessão é o único lugar onde podem, pela primeira vez, sonhar sem serem criticados ou julgados, por outras pessoas e por si próprios.

A segunda componente serve para lhes lembrar de que as respostas que ansiosamente procuram já existem algures dentro de si e que precisamos apenas de as encontrar. O percurso para descobrirem o seu propósito de vida é por isso um caminho interior de recuperação daquilo que são no seu íntimo, antes de se terem esquecido, por causa solicitações da vida real. Esta parte do meu trabalho é fundamental, mas por vezes difícil de explicar porque nesta fase sirvo de facilitadora do processo de reconexão com a verdade interior de cada cliente. Uma verdade que apenas lhes diz respeito a eles, uma verdade para a qual mais ninguém é chamado. Aquilo que explico aos meus clientes é que o seu inconsciente sabe tudo, nomeadamente qual é o seu propósito de vida. No entanto, com o ruído das tarefas do dia-a-dia e das necessidades da vida prática acabamos por nos perder de nós próprios de deixamos de saber o que está certo para nós. Nesta fase proponho vários exercícios, reflexões, jogos e faço algumas provocações tudo com o intuito de ajudar as pessoas que me procuram a saberem o que realmente gostavam de fazer e que ao longo da sua vida nunca perceberam, esqueceram ou apenas ignoraram.

 

TMC: Nos cursos que realizas direcionados para coaches, quais são as principais competências que procuras desenvolver nos participantes?

Joana: O curso “Coaches Com Clientes” foi criado com o meu colega e amigo José Maria Fonseca e atualmente chama-se “O meu propósito na prática”. Inicialmente percebemos que muitos dos nossos colegas coaches estavam a viver o desafio de conseguirem viver a vida com o coaching. Criámos este curso para ajudar os nossos colegas e foi um sucesso! Tanto que atualmente, alargámos o curso para pessoas de todas as áreas e profissões e por isso alterámos o nome do curso para “O meu propósito na prática”. Neste curso, temos como objetivo fundamental ajudar as pessoas que já sabem qual é o seu propósito de vida a conseguirem viver dessa atividade de uma vez por todas. Quando decidimos criar o curso, percebemos que os profissionais vivem dois tipos de desafios: ou têm dificuldade em trazer pessoas para a reunião inicial, ou têm dificuldade em converter as pessoas que vêm à reunião inicial em novos clientes (ou ambos).

Para isso, criámos um sistema que ajuda estes profissionais a criarem a sua identidade única para que não sintam que são apenas “mais um” e se consigam distinguir dos outros colegas da mesma área. Depois ensinamos a criar toda a comunicação para se dirigirem ao seu público de forma eficaz. Criamos toda a estrutura de comunicação online, desde site, emails automáticos, copywriting, ofertas, serviços e produtos, para que consigam despertar a atenção do seu público. E, finalmente, ensinamos os nossos alunos a conduzir a reunião inicial e palestras com o intuito de ajudar os potenciais interessados a comprometerem-se com os seus serviços e, consequentemente, mudarem as suas vidas.

 

TMC: Muitos coaches têm dificuldade em abraçar a profissão com êxito financeiro. Porque achas que isso acontece? É caso para dizer que nem sempre o coach se consegue ajudar a si próprio?

Joana: É verdade, infelizmente. A primeira coisa que diria sobre isso é que toda a gente precisa de um Coach, até um Coach precisa de um Coach. Causa-me alguma tristeza conversar com coaches que nunca fizeram um único processo de coaching, ou que fizeram “um processo no início, quando fiz o curso” como costumam dizer. Para mim um coach deve ser um exemplo e quando digo isto, não estou a afirmar que um coach não pode ter problemas, dificuldades, “cascas de banana”, nada disso. O que quero dizer é que um coach deve ser um exemplo de evolução e desenvolvimento pessoal. Deve estar empenhado a conhecer essas suas dificuldades e “cascas de banana” e compreender que é nesse processo que se irá tornar um melhor ser humano e cada vez mais preparado para ajudar outras pessoas. Eu própria, todos os anos faço um processo de coaching com algum colega, já fiz vários processos de supervisão com coaches mais experientes e psicólogos, e há anos que faço psicoterapia. Em qualquer percurso como coach, chega um momento em que não é mais um livro de técnicas de coaching que me vai ajudar a ser melhor coach, mas sim a minha evolução de nível de consciência. Por isso, acho que a primeira coisa que impede alguns coaches de conseguirem abraçar a carreira com êxito é precisamente não continuarem a evoluir como profissionais e como pessoas. Pararem de estudar, de se questionar, de procurar ajuda profissional e acharem que já sabem tudo. Felizmente não é uma maioria.

Por outro lado, acho que a palavra-chave é consistência. Como diz o Anthony Robbins, “as pessoas são recompensadas em público por aquilo que fazem durante anos em privado”. Viver a vida como Coach não é tarefa fácil, é muito, muito bom, mas não é fácil. É preciso trabalhar muito, muito tempo e de forma consistente. Todos os dias fazer mais uma coisa, ir mais longe, dar mais um curso, respirar fundo e ir outra vez à luta. Lembro-me de numa sessão de supervisão, a minha mentora me perguntar se eu estava bem depois de lhe contar ansiosamente todas as coisas que tinha feito nas semanas anteriores. Comecei a chorar de ansiedade e disse-lhe “Isto tem de acontecer, percebes? Isto tem de acontecer”. Estava cheia de vontade de viver a minha vida com o coaching, sabia que dependia de mim, estava a criar a minha carreira ao mesmo tempo que tinha 3 trabalhos de fisioterapia (a minha antiga profissão) e estava a dar o litro e meio. Trabalhei assim durante 2 anos. Foi muito intenso. E hoje em dia é igual, de forma mais equilibrada, mas igual. Todos os dias me deito e penso no que fiz para me aproximar dos meus objetivos. Por vezes é difícil e duvido de mim mesma, mas ao mesmo tempo nunca deixei de acreditar que era possível e que dependia apenas de mim. Resumindo, acho que para viver a vida com o Coaching é preciso ser um exemplo de constante evolução, acreditar que estamos a fazer a coisa certa, sermos coerentes com aquilo que defendemos (ou seja, a nossa vida ser uma representação daquilo que ensinamos aos nossos clientes) e trabalhar … trabalhar muito.

 

TMC: Procuras inspirar o teu público nos workshops e no facebook com recurso às tuas próprias experiências. És uma coach que descobriu o seu propósito de vida?

Joana: Às vezes tenho medo de dizer esta frase, mas vou partilhar contigo… A minha vida é perfeita. Tenho mesmo, mesmo muita sorte. Claro que quero mais coisas e estou a crescer e a evoluir. Mas neste momento tenho uma vida de sonho. Acredito que o meu propósito de vida é ajudar outras pessoas a descobrir o seu propósito de vida. Faço isso diariamente com pessoas em todo o mundo. No entanto, acredito que todos podemos ter vários propósitos e por isso continuo a descobrir novos significados para a minha vida e fontes de inspiração e contribuição. Em breve irei lançar um novo projeto noutra área de vida por me sentir inspirada a ajudar pessoas nessa nova vertente. Estou atenta àquilo que me inspira. Sei que a Joana que sou hoje é diferente da que vou ser daqui a um ano e portanto não limito a minha vida a um único foco de inspiração. Acredito que tenho muito mais propósitos pela frente. Tal como todas as outras pessoas. Se Deus ou o Universo assim o quiser, ainda há muita vida pela frente.

 

TMC: Publicaste recentemente o livro “Tu Consegues”. Se pudesses retirar dele uma mensagem fundamental para segredar ao ouvido do mundo inteiro, qual seria?

Joana: Eu diria que a mensagem fundamental do livro é que tu podes viver a vida com aquilo que mais amas fazer. Pergunta a ti próprio: O que farias se não houvesse medos, nem regras, nem supostos? O que farias se existisse apenas a liberdade de seres exatamente aquilo que desejas ser?

Tu já és aquilo que queres ser, só andas a fingir que não és. Por isso, para de fingir, isso é muito cansativo!

 

 

 

Pedro Rui Carvalho – Formador

Pedro Rui Carvalho

O Pedro Rui Carvalho é um formador muito especial, que inspira as suas audiências a relacionarem-se com conceitos profundos e libertadores – tem espírito de missão e quer ajudar as pessoas a sonharem. Além disso, inspira diariamente a internet com o seu O Homem Que Sonha. Podes seguir o Pedro através da sua página na internet e do seu facebook, altamente recomendado!

 

TMC: Pedro, mais do que de formação, gostas de falar em (trans)formação? Afinal, o que é isso para ti?

Pedro: Para mim a (Trans)Formação é ir mais longe que a formação tipo, é ir mais longe que a partilha habitual em sala de conhecimento, de conceitos rígidos de igual forma para todos. Eu pessoalmente acredito que a (trans)formação pode ser uma excelente oportunidade para nos desafiarmos, para desafiarmos algumas das nossas crenças, para aprendermos, para melhoramos, para crescer, para trabalhar em áreas de reflexão diferentes e de acção pouco exploradas até esse momento por nós próprios. No fundo a minha intenção é que seja qual for o tema, seja ele Comunicação, Liderança ou Vendas, que ele toque a pessoa tendo em conta a sua identidade, os seus valores, o seu ritmo, os seus recursos, os seus objetivos e que isso possa funcionar como um novo conjunto de ferramentas que possam facilitar o seu caminho pessoal e profissional e não o complicar. No fundo, que seja de uma forma simples um momento, uma experiência transformadora para as pessoas que ali estão.

Para que isso aconteça eu próprio enquanto pessoa, enquanto profissional olho para cada pessoa, para cada grupo de formandos, para cada empresa como uma oportunidade para melhorar, como um desafio que me traga prazer, preenchimento e principalmente resultados, para todos os intervenientes. Aliás, gosto muito de fazer uso de uma máxima antes de iniciar qualquer (trans)formação, “ Que haja transformação, e que comece comigo.”

 

TMC: Com uma experiência tão ampla em ajudar pessoas em sala a pensarem sobre as suas vidas, como achas que se faz depois a transferência dessas aprendizagens para a vida fora da sala de formação?

Pedro: Esse é o grande desafio, acredito eu, para as pessoas! Costumo dizer que a (trans)formação começa verdadeiramente quando acaba a que está a acontecer em sala, onde o ambiente é de certa forma seguro e controlado, onde estamos perto de pessoas que querem o mesmo que cada um de nós, ou que já conseguirem o mesmo que nós e onde estamos focados numa comunicação e acções altamente possibilitadoras, por isso uma das primeiras sugestões que partilho é estarem atentos à sua comunicação interna, desenvolverem a capacidade de perceberem se a comunicação que tem consigo mesmos é eficiente ou deprimente, se os faz avançar ou ficar parados, se os faz ficar motivados ou desmotivados. Perceberem que resultados estão a obter com a sua comunicação interna e externa.

É quando regressamos à “nossa” realidade que acontece o verdadeiro desafio. Um dos primeiros desafios é desmontar a questão de esta (a realidade que nos rodeia) ter que ser realmente a minha realidade, se não, surge a pergunta: “ Isto é o que eu já conheço (a realidade que me rodeia), e Agora?”. Aqui costumo deixar alguma sugestões! Estabelecer novos objetivos de forma muito especifica e nas suas diferentes variáveis, que façam sentido para a pessoa, que dependam dela e pelos quais ela esteja verdadeiramente apaixonada e comprometida, identificar que recursos que tem ou que necessita adquirir face a esse objetivo, definir estratégias e planos de acção.

Depois perceber em que contexto os vai realizar, se é um contexto onde é apoiado, onde se sente inspirado ou o contrário, sugiro sempre às pessoas para estarem atentas ao seu grupo de influência e qual o impacto que este tem nelas próprias. Se tivesse que resumir tudo isto numa simples sugestão seria, sejam ousados e deem-se à experiência, pratiquem e os resultados aparecem. E lembrarem-se que a vida são os resultados não só dos nossos actos, mas também dos nossos pensamentos e principalmente da forma como gerimos esses mesmo resultados. Já me cruzei com pessoas para quem o fracasso foi um prémio e com outras pessoas para quem o sucesso se veio a revela um castigo. Sem uma boa gestão dos resultados que geramos por vezes torna-se desafiante gerir uma vida.

Uma dica que costumo partilha com as pessoas com quem tenho o privilégio de trabalhar é que, tão importante quanto a celebração de um resultado é importante a gestão do mesmo.

 

TMC: Há algum tempo que inspiras os teus seguidores no facebook com as mensagens d’O Homem Que Sonha. Quais as tuas intenções com este interessante projeto?

Pedro: A minha intenção é partilhar um pouco de quem eu sou, partilhar os meus estados (de espirito) o que eu faço, e o que eu quero obter para a minha vida, e com isso poder inspirar e contagiar outros. Prefiro mesmo que virtualmente inspirar a coragem, promover possibilidades aos que me leem a instigar ou reforçar os problemas deles. É muito importante para mim que os seguidores me vejam como uma pessoa normal, que tem desafios semelhantes a eles, poque na verdade tenho. Outra intenção é convidar os que me leem a acreditar mas também a duvidar, nem tudo tem que ser como dantes, nem o presente tem que ser para sempre e isso é tão importante quanto, inspirar e respirar somente o agora.

 

TMC: Achas que a maioria das pessoas reflete realmente sobre a sua vida? O que podemos fazer para estimular mais esse comportamento?

Pedro: Eu gostaria que sim! Pelas mais variadas razões , mas por uma em particular, quando refletimos temos a capacidade de nos olharmos ao espelho e isso pode ser duro mas muito transformador. Quando acedemos à auto reflexão, à auto responsabilidade, quando descobrimos que só nós somos responsáveis pelo nosso comportamento, quando nos reconciliamos connosco mesmo descobrimos que mais ninguém ou contexto tem o direito, a possibilidade de alterar o nosso comportamento, o nosso rumo.

Por norma existe uma certa resistência a esta reflexão interna, lidar somente connosco mesmo é sempre desafiante, não depender, não fazer uso de fatores externos convida-nos à auto responsabilização.

Para estimular esse comportamento talvez uma estratégia que considero bastante eficiente que pode passar pela consciência plena do agora:

1-O que está a acontecer na minha vida neste preciso momento e que resultados estou a obter com isso?

2- O que eu quero que aconteça, que resultados quero obter para a minha vida e o que quero senti quando conseguir isso?

3- O que tenho de fazer agora para que isso aconteça (ponto2)?

 

TMC: Que conceitos da (trans)formação que costumas trabalhar com adultos achas que poderiam passar a integrar os currículos escolares?

Pedro: A minha abordagem nas várias áreas da vida é e seria simples a integrar nos currículos escolares:

Conceito do Ser

Conceito do Fazer

Conceito do Obter

Numa sociedade que está focada no “fazer” para “ter” torna-se importante trabalhar o “Ser”. A minha experiência enquanto pessoa e (trans)formador e perante os desafios da sociedade atual diz –me que neste momento existe um desafio comum a todas as faixas etárias. “Quem eu quero Ser agora?”

Charles Evans Hughes dizia que, “ Quando se perde o direito de ser diferente, perdemos o privilégio de ser livre”. Este para mim é um conceito interessante que trabalho com adultos e fariam sentido trabalhar e desenvolver nos currículos escolares. Como posso ser autentico, diferente e ao mesmo tempo livre.

 

TMC: Quais são os sonhos atuais d’O Homem Que Sonha?

Pedro: Entre vários partilho os seguintes: uma viagem ao Japão, ser Life Coach profissional e desenvolver o programa/projeto COACHINGCARE vocacionado para cuidadores, de pessoas com a demência de Alzheimer ou outra.

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