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The Miracle Coach

Mês

Novembro 2016

Pedro Neves – Comediante

O Pedro Neves é uma caixinha de surpresas que contagia as pessoas com o riso e muito mais! Nos vários papéis que desempenha de professor, consultor, humorista, coach, marido e pai vai para além da comédia e do humor, usando ferramentas da PNL e do Coaching. Na página do Pedro podes acompanhar os seus espectáculos. Enjoy!

TMC – Como comediante/entertainer/humorista, como é que acabaste a dedicar-te, também, a estudar abordagens de desenvolvimento pessoal?

Pedro  – A minha mulher sempre leu muito e estudou sobre as áreas do comportamento humano, da saúde mental, do desenvolvimento pessoal. Eu, por outro lado, estava numa altura da minha vida em que sentia que precisava de qualquer coisa diferente, de algo que me permitisse lidar melhor com uma serie de desafios que estava a enfrentar, que me estavam (literalmente) a infetar.

Quando a Ana (A Ana tem atualmente uma Clínica de Desenvolvimento Pessoal) se inscreveu na Certificação em PNL, eu tinha disponibilidade de agenda para ir e ela inscreveu-me também. Há coincidências felizes… ou então, não são coincidências e era o universo a conspirar positivamente a meu favor; hoje acredito que era isso.

Aproveitei e segui o que Gabriel o Pensador um dia escreveu:

Muda, que quando a gente muda, o mundo muda com a gente.

A gente muda o mundo na mudança da mente.

E quando a mente muda a gente anda pra frente

e quando a gente manda ninguém manda na gente!

Na mudança de postura a gente fica mais seguro,

na mudança do presente a gente molda o futuro!”

TMC – Que ligações encontras entre o que aprendeste com o Coaching e a PNL e o trabalho que fazes em cima do palco?

Pedro – O efeito psicológico que esta consciencialização me trouxe foi transformador e assim surgiu a minha visão TOAC – Talento, Ousadia, Atitude e Criatividade!

E como no nosso país, para muitos, os estrangeirismos têm logo valor acrescentado, TOAC soa a Inglês, ainda que não seja, de facto, uma expressão inglesa.

A verdade é que está tudo cá dentro na nossa mente!

E comecei da forma mais simples que aprendi (aquando da certificação em PNL), utilizando as Cadeias de Excelência.

É tão fácil que damos connosco a pensar, como não pensamos nisso há mais tempo, porque não fazemos isto SEMPRE!

Desde então, tenho tido algumas considerações que se tornaram pedras basilares, fundamentos indispensáveis, pensamentos permanentes, que me norteiam e guiam rumo ao MEU sucesso, também em Palco, tais como:.

T alento – Com talento podemos ser tudo o que quisermos, se assim o decidirmos. Assim, penso no que é importante para mim, decido o que pretendo fazer relativamente a isso e corro atrás dos meus objetivos, com todas as minhas forças forças.

O usadia – atrevo-me. Cada dia é uma oportunidade de aprendizagem. Procuro fazer/criar algo, que seja, de facto, valor acrescentado. Construí o meu modelo de negócio e trabalho muito, sempre, sem nunca desistir.

Desafio-me permanentemente, supero-me diariamente e quero ser sempre melhor amanhã do que sou hoje.

A titude – Nós somos o resultado daquilo que pensamos mas, acima de tudo, daquilo que fazemos. Chegou o dia em que tive de acabar com as desculpas; até com as desculpas para as desculpas.

Chegava de permitir que todos me dissessem o que fazer, como fazer.

Esforço-me por ser assertivo na minha comunicação, agradável enquanto pessoa e atencioso para com todos aqueles com quem tenho de me relacionar.

Tal como dizia Tom Peters “… ninguém pode roubar a sua atitude. Cabe-lhe a si, e só a si, formá-la e mostrá-la a toda a gente”.

C riatividade – Sou criativo, dinâmico e enérgico! Faço tudo para colocar o meu foco, a minha atenção, a minha energia ao serviço da criatividade.

E tudo isto tem sido fantástico para mim enquanto professor, consultor, humorista, coach, marido e pai (nem sempre, necessariamente, por esta ordem).

 

TMC – Quem faz stand up está, basicamente, a usar estratégias de comunicação. Como aprendeste e desenvolveste esta capacidade?

Pedro – Do ponto de vista académico sempre estive ligado à comunicação. Comecei na Comunicação e Difusão, passei pelas Relações Públicas e Publicidade, pela Captação e fidelização de públicos e por último, pelas Relações Internacionais. Se considero que este percurso e as ferramentas que daí obtive foram importantes nas relações que criei com os diferentes públicos e com as diferentes entidades que contratavam os meus serviços, o que é incrível, é que as certificações em Coaching e PNL foram muito mais impactantes na forma como observava o público e o ambiente em que me inseria e esta nova capacidade de observar o que acontece à minha volta fez de mim, estou certo, um humorista melhor.

 

TMC – Os portugueses riem o suficiente? O que aconteceria se rissem mais?

Pedro – Eu continuo a querer que os portugueses riam muito mais e trabalho intensamente para que isso aconteça. Faço-o há 14 anos, ao longo várias centenas de espectáculos de humor realizados por todo o país.

E cada vez que levo sorrisos, alegria e boa disposição à cara dos portugueses que assistem aos meus espectáculos constato que, durante os 90 minutos em que estive a atuar, ninguém pensou em problemas de saúde, problemas financeiros, problemas familiares… lá está… o problema não é o problema…

E acabo quase sempre a pedir que riam, façam rir e aceitem fazer parte de momentos de boas gargalhadas, porque se ampliarem esses momentos e os viverem com mais frequência, tornar-se-ão mais felizes, certamente.

 

TMC – Apesar de muitas empresas acharem que o riso não entra no local de trabalho, há cada vez mais organizações interessadas em levar a boa disposição para o trabalho. Que dicas podes dar a uma empresa que esteja interessada em usar o humor como ferramenta de comunicação interna?

Pedro – A pressão e o ritmo que as pessoas levam no trabalho, a realidade socioeconómica que se vive e a tensão permanente entre aqueles que fazem parte das organizações ainda é uma realidade. No entanto, há cada vez mais empresas atentas ao clima organizacional e conscientes de que uma organização bem-humorada e uma equipa feliz geram, inevitavelmente, muito mais valor acrescentado.

Creio que urge abandonar o clima de exagerada monotonia e abraçar um ambiente de felicidade, de humanização nas empresas e instituições.

Nesse sentido, há inúmeras ações em que o humor pode ter um contributo determinante na união, coesão e espirito de grupo, na transição da monotonia à felicidade, tais como:

  • organizarem ações de Team-Building, inspiradoramente divertidas, que levem os participantes a realizar tarefas “fora da caixa”, que trabalhem áreas como a criatividade, liderança, gestão do stress, comunicação, que fiquem na memória de todos e que sirvam de âncora para o futuro.
  • contratarem um ou vários humoristas que estudem a empresa, os seus aspetos menos positivos e mais “caricaturáveis” que possam elaborar uma performance que mostre de forma muito divertida de que maneira comunicam e agem ineficazmente

 

Pedro Neves

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Nádia Tavares – Coach e Atleta de Alta Competição

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O The Miracle Coach entrevistou a Nádia Tavares, Coach e Atleta de Basquetebol de Alta Competição. A Nádia faz magia ao juntar a sua experiência na área do desporto, com a Psicologia e o Coaching. É assim que ajuda os seus clientes a alcançar os resultados de alta performance a que se propõem. Que esta entrevista inspiradora, te eleve.

TMC – Tens uma paixão por desporto, tendo sido atleta internacional em basquetebol. Quais as aprendizagens mais importantes do desporto que transportas para a tua atividade como coach?

Nádia  – São tantas aprendizagens… Mas posso citar três que fazem claramente parte do meu trabalho como coach.

Uma é que devemos manter-nos focados tanto em objetivos a curto como a longo prazo. Como atleta obviamente queria que a minha equipa ganhasse o campeonato (longo prazo), mas para isso tinha que ganhar os jogos todas as semanas (curto prazo). Às vezes esquecemo-nos do nosso objetivo a longo prazo, por parecer que está tão longe, mas desde o primeiro jogo, as vitórias e derrotas contam para o resultado no final da época. Assim funciona na vida, se tenho um grande objetivo para daqui a 6 meses ou 1 ano, não me posso esquecer do quão importante é o que vou fazer hoje.

Outra grande aprendizagem é que eu posso treinar imenso, todos os dias, duas vezes por dia, mas se chegar ao jogo e não estiver igualmente focada, nada do que treinei vai funcionar. Posso treinar e jogar melhor que a outra equipa, mas tudo se resume a momento do jogo. Digo isto aos meus clientes quando fazemos exercícios para preparar momentos decisivos nas suas vidas, porque podemos preparar muito bem uma reunião, uma conversa importante, um momento decisivo, mas se chegar ao momento e não usar a mesma concentração, o treino mental não valerá de nada.

Por último, o trabalho em equipa, pois foram muitas as vezes que deixei de lado o meu ego, a minha vontade e o que eu gostava de fazer, para que a equipa vencesse. Podemos ver uma família, um grupo de trabalho, um casamento como uma equipa, onde para o bem desta (se é realmente importante para mim), tenho que sacrificar certas vontades próprias.

TMC – Sendo o coaching desportivo uma forma aparentemente muito eficiente de potenciar o alto rendimento, porque não estão os clubes, treinadores e atletas a usarem mais o treino mental?

Nádia – Creio que há ainda alguma resistência relativamente a este tipo de trabalho, embora esta esteja a diminuir. Acredito que existam duas razões: Uma delas relacionada à crença de que não é algo necessário, mas sim algo que seria um luxo. Ainda assim, vejo este processo como necessário. Lembro-me que quando comecei a jogar, no ano 2000, era um luxo ter um fisioterapeuta num clube desportivo. Se eu me lesionasse, tinha que ir a uma clínica que tivesse acordo médico com o clube. Hoje todos os clubes têm pelo menos um fisioterapeuta à disposição. Vemos que os países que mais de destacam em termos desportivos, têm valorizado a presença do psicólogo e do coach, não só esporadicamente, mas a acompanhar as equipas das várias modalidades. Foi possível observar esse facto agora nos Jogos Olímpicos, com várias notícias sobre atletas medalhados a falar sobre acompanhamento de um coach ou de um psicólogo. Esses resultados já estão a ajudar a quebrar essa barreira.

Outra razão é a falta de fluidez que ainda existe relativamente à conciliação do Ministério da Educação com as atividades extracurriculares, desporto incluído. Enquanto que nos Estados Unidos, um atleta tem o local de treino no próprio Campus da Escola ou Universidade, e aulas até à hora de almoço, a nossa realidade tem uma educação escolar que não permite que a hora da saída da escola seja antes das 17:00 ou 18:00. Assim sendo, o tempo para investir no desporto torna-se escasso. Um atleta não chega a casa depois do treino, num dia de semana, antes das 22:00. Tendo isto em conta, até entendo que haja mais atenção focada em investir esse pouco tempo na atividade física, descartando assim o treino mental.

TMC –  Tens formação como psicóloga. De que forma se complementam as abordagens da psicologia e do coaching?

Nádia – Para mim é um casamento perfeito. A Psicologia é fascinante no sentido de compreender as raízes dos comportamentos, volta-se bastante para o passado e a história da pessoa, no sentido de compreender quais foram os momentos decisivos para a formação de determinados comportamentos, pensamentos e sentimentos. Mas sinceramente, faltava-me alguma coisa. Faltava-me aquele impacto transformador, aquela parte prática que responde à pergunta do cliente “O que é que eu tenho que fazer?”. As pessoas querem resultados rápidos, e estão com cada vez menos tempo, e eu pessoalmente também sou o tipo de pessoa que gosta de agir. O Coaching dá-nos ferramentas práticas, rápidas e duradouras de transformação e desenvolvimento pessoal. De uma forma simples costumo dizer que a Psicologia traz-me a parte clínica e ajuda-me a entender o porquê da questão, o Coaching traz-me a parte prática e ajuda-me a entender como resolver a questão.

TMC – É comum usarem-se metáforas desportivas para inspirar e incentivar pessoas nas empresas e nos mais variados contextos. Vives a tua vida como um treino ou como um jogo?

Nádia – Totalmente. Primeiramente sou altamente competitiva, e inclusive, tive que aprender a gerir essa característica para saber usá-la de forma positiva, e hoje uso todas as aprendizagens que obtive e obtenho no desporto, para o meu dia-a-dia. Expressões como “O jogo só acaba no apito final”, “O Vencedor decide-se no fim”, “A atitude é mais importante que o talento”, “Caíste? Levanta e continua!” e tantas outras, acompanham-me na minha vida. Detesto perder, festejo as minhas vitórias como se fossem um triplo, e preparo-me constantemente para desafios que ainda nem chegaram.

Tanto que vivi na alta competição, fui ainda nova jogar para fora, andei a viajar por meia Europa em competições, abdiquei de muita coisa, mas fiz tantas outras que poucos podem dizer que fizeram. Jogos cheios de pressão, pavilhões cheios, momentos decisivos, treinos duros, tantas vezes com o corpo cansado, com a mente noutras coisas, colegas que são como família, outras nem por isso… Pensando bem não são metáforas, é uma realidade para mim. A espírito de competição desportiva vem no pacote da minha maneira de ser.

TMC – Quais são os teus projetos atuais e futuros, Nádia?

Nádia – Atualmente o projeto DreamAchieve abrange o Desenvolvimento Pessoal e o Coaching Desportivo. Trabalho individualmente com pessoas, atletas ou não, que de alguma forma precisem de uma mudança, muitas vezes sem elas mesmas saberem qual. E coletivamente com equipas desportivas, que pretendam alcançar resultados a curto e a longo prazo. Para o futuro, e para ainda este ano, estou a trabalhar em projetos também com escolas, relacionados ao sucesso escolar, e mais para a frente, temas sobre como conciliar a vida de atleta e estudante. Não posso adiantar muito, mas estou cheia de ideias, e com muitos projetos a arrancar.

Fiquem atentos às novidades!

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