O Pedro Neves é uma caixinha de surpresas que contagia as pessoas com o riso e muito mais! Nos vários papéis que desempenha de professor, consultor, humorista, coach, marido e pai vai para além da comédia e do humor, usando ferramentas da PNL e do Coaching. Na página do Pedro podes acompanhar os seus espectáculos. Enjoy!

TMC – Como comediante/entertainer/humorista, como é que acabaste a dedicar-te, também, a estudar abordagens de desenvolvimento pessoal?

Pedro  – A minha mulher sempre leu muito e estudou sobre as áreas do comportamento humano, da saúde mental, do desenvolvimento pessoal. Eu, por outro lado, estava numa altura da minha vida em que sentia que precisava de qualquer coisa diferente, de algo que me permitisse lidar melhor com uma serie de desafios que estava a enfrentar, que me estavam (literalmente) a infetar.

Quando a Ana (A Ana tem atualmente uma Clínica de Desenvolvimento Pessoal) se inscreveu na Certificação em PNL, eu tinha disponibilidade de agenda para ir e ela inscreveu-me também. Há coincidências felizes… ou então, não são coincidências e era o universo a conspirar positivamente a meu favor; hoje acredito que era isso.

Aproveitei e segui o que Gabriel o Pensador um dia escreveu:

Muda, que quando a gente muda, o mundo muda com a gente.

A gente muda o mundo na mudança da mente.

E quando a mente muda a gente anda pra frente

e quando a gente manda ninguém manda na gente!

Na mudança de postura a gente fica mais seguro,

na mudança do presente a gente molda o futuro!”

TMC – Que ligações encontras entre o que aprendeste com o Coaching e a PNL e o trabalho que fazes em cima do palco?

Pedro – O efeito psicológico que esta consciencialização me trouxe foi transformador e assim surgiu a minha visão TOAC – Talento, Ousadia, Atitude e Criatividade!

E como no nosso país, para muitos, os estrangeirismos têm logo valor acrescentado, TOAC soa a Inglês, ainda que não seja, de facto, uma expressão inglesa.

A verdade é que está tudo cá dentro na nossa mente!

E comecei da forma mais simples que aprendi (aquando da certificação em PNL), utilizando as Cadeias de Excelência.

É tão fácil que damos connosco a pensar, como não pensamos nisso há mais tempo, porque não fazemos isto SEMPRE!

Desde então, tenho tido algumas considerações que se tornaram pedras basilares, fundamentos indispensáveis, pensamentos permanentes, que me norteiam e guiam rumo ao MEU sucesso, também em Palco, tais como:.

T alento – Com talento podemos ser tudo o que quisermos, se assim o decidirmos. Assim, penso no que é importante para mim, decido o que pretendo fazer relativamente a isso e corro atrás dos meus objetivos, com todas as minhas forças forças.

O usadia – atrevo-me. Cada dia é uma oportunidade de aprendizagem. Procuro fazer/criar algo, que seja, de facto, valor acrescentado. Construí o meu modelo de negócio e trabalho muito, sempre, sem nunca desistir.

Desafio-me permanentemente, supero-me diariamente e quero ser sempre melhor amanhã do que sou hoje.

A titude – Nós somos o resultado daquilo que pensamos mas, acima de tudo, daquilo que fazemos. Chegou o dia em que tive de acabar com as desculpas; até com as desculpas para as desculpas.

Chegava de permitir que todos me dissessem o que fazer, como fazer.

Esforço-me por ser assertivo na minha comunicação, agradável enquanto pessoa e atencioso para com todos aqueles com quem tenho de me relacionar.

Tal como dizia Tom Peters “… ninguém pode roubar a sua atitude. Cabe-lhe a si, e só a si, formá-la e mostrá-la a toda a gente”.

C riatividade – Sou criativo, dinâmico e enérgico! Faço tudo para colocar o meu foco, a minha atenção, a minha energia ao serviço da criatividade.

E tudo isto tem sido fantástico para mim enquanto professor, consultor, humorista, coach, marido e pai (nem sempre, necessariamente, por esta ordem).

 

TMC – Quem faz stand up está, basicamente, a usar estratégias de comunicação. Como aprendeste e desenvolveste esta capacidade?

Pedro – Do ponto de vista académico sempre estive ligado à comunicação. Comecei na Comunicação e Difusão, passei pelas Relações Públicas e Publicidade, pela Captação e fidelização de públicos e por último, pelas Relações Internacionais. Se considero que este percurso e as ferramentas que daí obtive foram importantes nas relações que criei com os diferentes públicos e com as diferentes entidades que contratavam os meus serviços, o que é incrível, é que as certificações em Coaching e PNL foram muito mais impactantes na forma como observava o público e o ambiente em que me inseria e esta nova capacidade de observar o que acontece à minha volta fez de mim, estou certo, um humorista melhor.

 

TMC – Os portugueses riem o suficiente? O que aconteceria se rissem mais?

Pedro – Eu continuo a querer que os portugueses riam muito mais e trabalho intensamente para que isso aconteça. Faço-o há 14 anos, ao longo várias centenas de espectáculos de humor realizados por todo o país.

E cada vez que levo sorrisos, alegria e boa disposição à cara dos portugueses que assistem aos meus espectáculos constato que, durante os 90 minutos em que estive a atuar, ninguém pensou em problemas de saúde, problemas financeiros, problemas familiares… lá está… o problema não é o problema…

E acabo quase sempre a pedir que riam, façam rir e aceitem fazer parte de momentos de boas gargalhadas, porque se ampliarem esses momentos e os viverem com mais frequência, tornar-se-ão mais felizes, certamente.

 

TMC – Apesar de muitas empresas acharem que o riso não entra no local de trabalho, há cada vez mais organizações interessadas em levar a boa disposição para o trabalho. Que dicas podes dar a uma empresa que esteja interessada em usar o humor como ferramenta de comunicação interna?

Pedro – A pressão e o ritmo que as pessoas levam no trabalho, a realidade socioeconómica que se vive e a tensão permanente entre aqueles que fazem parte das organizações ainda é uma realidade. No entanto, há cada vez mais empresas atentas ao clima organizacional e conscientes de que uma organização bem-humorada e uma equipa feliz geram, inevitavelmente, muito mais valor acrescentado.

Creio que urge abandonar o clima de exagerada monotonia e abraçar um ambiente de felicidade, de humanização nas empresas e instituições.

Nesse sentido, há inúmeras ações em que o humor pode ter um contributo determinante na união, coesão e espirito de grupo, na transição da monotonia à felicidade, tais como:

  • organizarem ações de Team-Building, inspiradoramente divertidas, que levem os participantes a realizar tarefas “fora da caixa”, que trabalhem áreas como a criatividade, liderança, gestão do stress, comunicação, que fiquem na memória de todos e que sirvam de âncora para o futuro.
  • contratarem um ou vários humoristas que estudem a empresa, os seus aspetos menos positivos e mais “caricaturáveis” que possam elaborar uma performance que mostre de forma muito divertida de que maneira comunicam e agem ineficazmente

 

Pedro Neves

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