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The Miracle Coach

Aziza Tria – Coach

 

A Aziza é Coach e Trainer na LIFE Training. E podemos dizer que vive o Coach a 100% ou até a 200% no seu dia-a-dia. É comum, uma conversa banal com a Aziza terminar numa simples e eficaz sessão de Coaching. 🙂  É uma pessoa com uma energia contagiante, capaz de cuidar de todos à sua volta com o mesmo carinho e ternura. Deixa-te energizar por esta entrevista.

 

TMC – Aziza, como foi o teu processo pessoal até te tornares coach?

Aziza: Antes de escolher Portugal como país de adopção, trabalhei vários anos na área do Marketing e da Comunicação, em empresas como a IBM nas Filipinas, Citibank, The Coca-Cola Company na Tunísia, e o Diário Económico em Portugal. Ao nível pessoal tive que lidar com várias questões emocionais.

Não era uma pessoa depressiva antes pelo contrário e as circunstâncias da vida e as experiências permitiram-me desenvolver uma espécie de autoconfiança aparente que me levava a seguir em frente com uma capacidade titã de cair e de recomeçar a andar sem olhar para as minhas feridas.

Investi muitas horas da minha vida e muito dinheiro à procura de respostas relacionadas com:

o Porquê do meu mau estar emocional? O porquê da repetição de alguns padrões nos meus relacionamentos pessoais? O porquê da repetição de alguns padrões nos meus relacionamentos profissionais? O porquê da dificuldade que tinha em enfrentar alguns obstáculos? O porquê da minha necessidade de reconhecimento? O porquê da minha necessidade de amor? Etc… Com a ajuda de vários psicólogos encontrei várias respostas e a questão a seguir foi: E agora? Agora que tenho todas estas respostas o que é que faço com isto?

Um dia a Helena, uma amiga com a qual eu trabalhava no Diário Económico desafiou-me para tirar um curso em Programação Neurolinguística (PNL) com a LIFE Training. E sem saber muito bem para onde ela me levava, aceitei o desafio desta linda novidade (descobri mais tarde através de uma ferramenta de coaching chamada LASEr® desenvolvida pelo Pedro Vieira que esta forma de estar “ir sem questionar muito” fazia parte das minhas características de uma pessoa “Laranja”). Passei o tempo todo da minha Certificação a deslizar na minha cadeira como se estivesse em cima de um escorrega. A cada quinze minutos conseguia ter um insight que me permitia fazer a conexão de tudo com tudo e mais ainda…

…aqui vai a minha resposta a tua pergunta: O meu processo pessoal até me tornar coach foi um processo de desenvolvimento pessoal que me permitiu passar da pergunta Porquê? para a pergunta Como?

Aprendi com a ajuda de ferramentas poderosas o como fazer para obter melhores resultados ao nível emocional e ao nível da minha performance em várias áreas da minha vida.

 

TMC – Na prática, o que mudou na tua vida com o mergulho no mundo do desenvolvimento pessoal?

Aziza: Tudo! A PNL e o Coaching de um lado (ensinados pelo Pedro Vieira) e o Mindfulness e a Parentalidade Consciente do outro (transmitidos pela Mikaela Övén) me permitiram encontrar o equilíbrio em inúmeras áreas da minha vida.

A primeira grande mudança foi relacionada com a minha capacidade de me proteger e a minha capacidade de desenvolver novas estratégias para satisfazer a minha necessidade de amor e a minha necessidade de reconhecimento. Em outras palavras estou a viver com uma auto-estima muito mais saudável. Depois houve outras mudanças do tipo “desafios”. Por exemplo, como só gostava de andar e detestava correr decidi colocar em prática ferramentas do coaching e da PNL e decidi “brincar” com as minhas próprias crenças. Com esta brincadeira acabei por correr uma maratona. Gosto de testar as ferramentas sobre mim própria e foi assim que, eu que nunca tinha tido um animal em casa passei a ter um Beagle, eu que adorava beber café com leite passei a beber chá, eu que tinha medo de falar em público passei a fazer teatro etc…

Agora a mudança com um grande M foi a mudança de carreira, lembro-me ainda hoje de ter desafiado o Pedro Vieira durante a minha certificação em PNL. Tinha acabado de conhecer o Pedro e disse-lhe que o meu grande objectivo era de trabalhar com ele e com a sua equipa. Eu não imaginava que já tinha havido dezenas de pessoas que tinham feito o mesmo pedido e o Pedro não sabia que a minha determinação era SPIDER (SPIDER ou Como definir objectivos irresistíveis livro do Pedro Vieira).

 

TMC – Tens acumulado grande experiência como parte da equipa das Certificações em Coaching da LIFE Training. Quais as principais aprendizagens com essa experiência?

Aziza: Aprendi imenso e continuo a aprender imenso com a equipa da LIFE Training. É uma equipa dedicada a inspirar decisões apaixonadas.

Agora as três aprendizagens que valem ouro nesta caminhada com a LIFE Training são os seguintes: Aprendi o poder da observação e da calibração, aprendi o poder da intenção e aprendi o poder da flexibilidade.

 

TMC – Todas as pessoas podem ser bons coaches? Quais as competências que facilitam o desempenho eficiente desta atividade?

Eu acho que sim, acho que todas as pessoas podem ser bons coaches. Isto não quer dizer que todas as pessoas são bons coaches. E tudo uma questão de ecologia da intenção, e também de vontade genuína de querer ajudar os outros a alcançar os seus objectivos.

A meu ver, o não-julgamento, a observação, a flexibilidade e a intenção são competências chaves que facilitam o desempenho eficiente desta actividade. Em princípio um bom coach mantém o foco no seu desejo de congruência, e de alinhamento e na sua vontade de agir a partir de uma psicologia e de uma fisiologia de excelência. E para isto é preciso um treino contínuo.

 

TMC – Se pudesses segredar algumas mensagens ao ouvido de todas as pessoas que podem beneficiar de um processo de coaching, o que lhes dirias?

Aziza: As frases que utilizo muito como coach são pressupostos da Programação Neurolinguística uns deles são:

“Não há falhanço só há feedback”, que incite a focar na aprendizagem e não no resultado.

“Todos nos fazemos o melhor que podemos com as ferramentas que temos disponíveis a um determinado momento da nossa vida”, é uma frase que promove a aceitação e o não-julgamento.

E também gosto muito da frase seguinte que no meu ver é muito poderosa:

“Todos nos temos todos os recursos de que necessitamos dentro de nós.”

E para acabar uma frase do meu Professor e Mestre Pedro Vieira “Para onde vai o teu foco flui a tua energia.”

Obrigada!

Aziza

 

Contactos:

Mail: aziza.tria@lifetraining.com.pt

Tlm: 91 464 1150

 

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Teresa Faria – Facilitadora de Desenvolvimento Consciente

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The Miracle Coach entrevistou a Teresa Faria e descobriu que para trás ficou a formação em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema (Conservatório Nacional) e a vida de empresária no ramo da Decoração de Interiores. Em 2012, surgiu a vontade de melhor compreender a experiência humana e começou a desenhar o caminho que a traria até hoje. A Teresa acredita que a riqueza e diversidade das suas próprias experiências e as aprendizagens feitas são a sua grande mais-valia, são elas que lhe permitem hoje um entendimento profundo do outro e dos seus processos.

TMC – Teresa, como descreves os processos de desenvolvimento pessoal que facilitas?

Chamei-lhe Desenvolvimento Consciente.

São sessões de autoconhecimento que potenciam a transformação pessoal a partir da escolha de ampliar a consciência e fazer diferente.

Aliando a Espiritualidade e o Desenvolvimento Pessoal, a intenção é gerar empoderamento e autonomia através de uma abordagem holística que tem por base educar para a observação e o (auto-)questionamento, facilitando o conhecimento, o entendimento e a integração de todas as partes do ser humano: corpo, mente e espírito – me, myself & I.

Carl Jung dizia que todos temos um outro eu que desconhecemos.

Eu acredito na nossa multidimensionalidade – que há, na verdade, muitos eus que desconhecemos – e a minha proposta é que os conheçamos (ou, na verdade, nos lembremos deles) e aprendamos a lidar com todos eles, percebendo quais os que melhor nos servem a cada momento e como estimular uns e apaziguar outros, responsabilizando-nos por aquilo que depende de nós, aceitando o que nos transcende.

No fundo é apenas isto: facilito o reencontro do outro consigo mesmo, em momentos de entrega, conexão e empatia, livres de julgamento ou imposições.

As respostas, os novos caminhos e formas de caminhar resultam desse reencontro.

Costumo dizer que sou como um compasso. Por si só ele não faz nada. Quem escolhe trabalhar com ele abre-se ao novo manancial de potencialidades que ele oferece, sabendo que é seu o poder criativo e está nas suas mãos fazer um pequeno círculo, um grande, vários, ou uma obra de arte.

 

TMC – As pessoas necessitam mesmo do desenvolvimento pessoal? Ou podem ser felizes sem descobrirem mais sobre si próprias?

 

As pessoas podem ser felizes por tudo, por nada, com tudo, com nada, apesar de tudo ou graças a nada. A felicidade não está na forma nem tem fórmula.

Não creio que o desenvolvimento pessoal seja pré-requisito nem garantia para a felicidade, assim como ser iletrado ou doutorado não garante a felicidade ou infelicidade. É uma via possível para quem sinta essa necessidade ou curiosidade de aprofundar as suas descobertas e sim, pode também conduzir à descoberta da felicidade.

Eu senti esse apelo num momento de profunda insatisfação com a minha vida, e a escolha de viver de forma consciente levou-me à descoberta de algo que, para mim, suplanta a felicidade: a paz.

Não tenho uma vida perfeita, sem desafios, contrariedades ou momentos dolorosos, não estou sempre feliz. Estou quase sempre (sublinho o quase) em paz com aquilo que estou e aquilo que está. Estou quase sempre bem comigo, mesmo quando estou mal com alguma parte de mim ou da minha vida.

Este é o melhor testemunho que posso deixar a quem está a considerar experimentar este caminho.

 

TMC  – Quais as principais aprendizagens que fizeste desde que começaste a trabalhar profissionalmente nesta área?

 

Tenho o vício de retirar aprendizagem de quase tudo na minha vida.

Curiosamente, mais do que fazer aprendizagens novas, este tem sido um tempo de validação, consolidação e prática das aprendizagens que tenho vindo a fazer nos últimos anos. O walk the talk.

Fazendo um apanhado das mais impactantes, que se reflectem transversalmente na vertente de facilitadora, empreendedora, e na minha vida pessoal:

A importância de viver o processo e não viver para o resultado, estando presente, usufruindo e confiando.

Somos de facto todos iguais apesar das diferenças, e atraímo-nos por sintonia vibracional – como tenho tido a oportunidade de verificar com cada pessoa que se senta à minha frente com os seus desafios ao cólo – frequentemente espelhos dos meus.

O controlo é uma valente ilusão, assim como o é, paradoxalmente, a impotência. Por mais criativa que seja não tenho como imaginar “o melhor possível” nem “o pior possível”. Não tenho como entender sempre tudo o que acontece. Tudo é impermanente e tudo tem a sua razão de ser.

“O que for, quando for, é que será o que é.” (Alberto Caeiro)

 

TMC – O que impede, tipicamente, as pessoas de se relacionarem mais positivamente com a vida?

 

Acredito que será o desconhecimento/esquecimento dos tais múltiplos eus e da sua unicidade, o que acarreta duas consequências: sentimo-nos incompletos, partindo numa busca vã por algo ou alguém que nos complete, e assumimos a identidade do único eu que consegue fazer-se ouvir, tornando-se rapidamente numa espécie de personal bully.

Um pequeno tirano que se esconde no inconsciente ou se apresenta sob a forma de pensamento e que nos manipula, aliciando-nos com a promessa de uma felicidade que chegará quando e se satisfizermos uma lista de requisitos – pessoais, familiares, profissionais, sociais, materiais – impossível de alcançar, já que ela vai sendo alterada e incrementada ao longo dos anos.

E assim nos mantemos inconscientemente reféns de nós mesmos, sentindo-nos insuficientes, esforçando-nos cada vez mais para chegar à tão desejada completude, cada vez mais exaustos e frustrados, como o hamster na roda que anda e anda e nunca sai do mesmo sítio.

É preciso recuperar as rédeas, convidar os outros eus a entrar no jogo para destronarmos amorosamente o bully e nos voltarmos a sentir completos.

Um relacionamento mais positivo com a vida passa por se ser inteiro – e todos o somos, só precisamos de o tornar consciente.

 

TMC  – Uns dizem que o mundo está cada vez pior e condenado, outros que está cada vez melhor e mais consciente. E tu, Teresa, que nos dizes sobre o mundo?

 

Digo que o mundo está no seu processo evolutivo e que uns e outros me parecem certos. Olhando à luz da Dialética do Progresso faz-me todo o sentido esta dualidade: quanto mais evoluídos, maiores os desafios – sendo que inevitavelmente uns se focarão mais na evolução e outros nos desafios.

Einstein disse-nos que um problema não pode ser resolvido pelo mesmo nível de consciência que o criou, apenas por um nível superior. Talvez a evolução do Homem seja isto: criar problemas para os resolver, estimulando assim a evolução da consciência. Historicamente, é o que temos vindo a fazer.

Acredito que vivemos um momento de transição da consciência colectiva que trará mudanças significativas para a humanidade, num futuro próximo (na escala temporal da humanidade, entenda-se).

 

Esta é uma época fascinante, quando se consegue olhar para lá do caos.

O Mundo está como aquele espaço em que vamos acumulando coisas que em tempos fizeram sentido, e um dia resolvemos tirar tudo para fora para selecionar e arrumar: instala-se o caos e a desordem.

Se nos deixamos assustar pela desordem à nossa volta… naturalmente desesperamos. Mas se conseguirmos ver esse momento como uma etapa temporária do processo, confiando na nossa capacidade de gerar um resultado diferente, melhor, então ele ganha propósito e arrumar torna-se uma alegria, ainda que possa haver momentos de cansaço ou frustração pelo meio.

Talvez seja um processo mais demorado do que gostaríamos. A boa nova é que nunca antes houve tanta gente determinada a contribuir para a arrumação, e da melhor forma possível: arrumando a sua parte e tornando consciente (e, consequentemente, diminuindo) as “tralhas” que ainda vai juntando ao monte também.

O mundo está em fase de arrumação. E eu pessoalmente estou a adorar a experiência de viver nesta época paradoxal e algo alucinante, em que o mundo está cada vez pior e cada vez melhor.

Teresa Faria

Site: www.teresafaria.com

Blog: http://www.teresafaria.com/blog

Facebook: https://www.facebook.com/teresafaria.mmi/

 

Pedro Neves – Comediante

O Pedro Neves é uma caixinha de surpresas que contagia as pessoas com o riso e muito mais! Nos vários papéis que desempenha de professor, consultor, humorista, coach, marido e pai vai para além da comédia e do humor, usando ferramentas da PNL e do Coaching. Na página do Pedro podes acompanhar os seus espectáculos. Enjoy!

TMC – Como comediante/entertainer/humorista, como é que acabaste a dedicar-te, também, a estudar abordagens de desenvolvimento pessoal?

Pedro  – A minha mulher sempre leu muito e estudou sobre as áreas do comportamento humano, da saúde mental, do desenvolvimento pessoal. Eu, por outro lado, estava numa altura da minha vida em que sentia que precisava de qualquer coisa diferente, de algo que me permitisse lidar melhor com uma serie de desafios que estava a enfrentar, que me estavam (literalmente) a infetar.

Quando a Ana (A Ana tem atualmente uma Clínica de Desenvolvimento Pessoal) se inscreveu na Certificação em PNL, eu tinha disponibilidade de agenda para ir e ela inscreveu-me também. Há coincidências felizes… ou então, não são coincidências e era o universo a conspirar positivamente a meu favor; hoje acredito que era isso.

Aproveitei e segui o que Gabriel o Pensador um dia escreveu:

Muda, que quando a gente muda, o mundo muda com a gente.

A gente muda o mundo na mudança da mente.

E quando a mente muda a gente anda pra frente

e quando a gente manda ninguém manda na gente!

Na mudança de postura a gente fica mais seguro,

na mudança do presente a gente molda o futuro!”

TMC – Que ligações encontras entre o que aprendeste com o Coaching e a PNL e o trabalho que fazes em cima do palco?

Pedro – O efeito psicológico que esta consciencialização me trouxe foi transformador e assim surgiu a minha visão TOAC – Talento, Ousadia, Atitude e Criatividade!

E como no nosso país, para muitos, os estrangeirismos têm logo valor acrescentado, TOAC soa a Inglês, ainda que não seja, de facto, uma expressão inglesa.

A verdade é que está tudo cá dentro na nossa mente!

E comecei da forma mais simples que aprendi (aquando da certificação em PNL), utilizando as Cadeias de Excelência.

É tão fácil que damos connosco a pensar, como não pensamos nisso há mais tempo, porque não fazemos isto SEMPRE!

Desde então, tenho tido algumas considerações que se tornaram pedras basilares, fundamentos indispensáveis, pensamentos permanentes, que me norteiam e guiam rumo ao MEU sucesso, também em Palco, tais como:.

T alento – Com talento podemos ser tudo o que quisermos, se assim o decidirmos. Assim, penso no que é importante para mim, decido o que pretendo fazer relativamente a isso e corro atrás dos meus objetivos, com todas as minhas forças forças.

O usadia – atrevo-me. Cada dia é uma oportunidade de aprendizagem. Procuro fazer/criar algo, que seja, de facto, valor acrescentado. Construí o meu modelo de negócio e trabalho muito, sempre, sem nunca desistir.

Desafio-me permanentemente, supero-me diariamente e quero ser sempre melhor amanhã do que sou hoje.

A titude – Nós somos o resultado daquilo que pensamos mas, acima de tudo, daquilo que fazemos. Chegou o dia em que tive de acabar com as desculpas; até com as desculpas para as desculpas.

Chegava de permitir que todos me dissessem o que fazer, como fazer.

Esforço-me por ser assertivo na minha comunicação, agradável enquanto pessoa e atencioso para com todos aqueles com quem tenho de me relacionar.

Tal como dizia Tom Peters “… ninguém pode roubar a sua atitude. Cabe-lhe a si, e só a si, formá-la e mostrá-la a toda a gente”.

C riatividade – Sou criativo, dinâmico e enérgico! Faço tudo para colocar o meu foco, a minha atenção, a minha energia ao serviço da criatividade.

E tudo isto tem sido fantástico para mim enquanto professor, consultor, humorista, coach, marido e pai (nem sempre, necessariamente, por esta ordem).

 

TMC – Quem faz stand up está, basicamente, a usar estratégias de comunicação. Como aprendeste e desenvolveste esta capacidade?

Pedro – Do ponto de vista académico sempre estive ligado à comunicação. Comecei na Comunicação e Difusão, passei pelas Relações Públicas e Publicidade, pela Captação e fidelização de públicos e por último, pelas Relações Internacionais. Se considero que este percurso e as ferramentas que daí obtive foram importantes nas relações que criei com os diferentes públicos e com as diferentes entidades que contratavam os meus serviços, o que é incrível, é que as certificações em Coaching e PNL foram muito mais impactantes na forma como observava o público e o ambiente em que me inseria e esta nova capacidade de observar o que acontece à minha volta fez de mim, estou certo, um humorista melhor.

 

TMC – Os portugueses riem o suficiente? O que aconteceria se rissem mais?

Pedro – Eu continuo a querer que os portugueses riam muito mais e trabalho intensamente para que isso aconteça. Faço-o há 14 anos, ao longo várias centenas de espectáculos de humor realizados por todo o país.

E cada vez que levo sorrisos, alegria e boa disposição à cara dos portugueses que assistem aos meus espectáculos constato que, durante os 90 minutos em que estive a atuar, ninguém pensou em problemas de saúde, problemas financeiros, problemas familiares… lá está… o problema não é o problema…

E acabo quase sempre a pedir que riam, façam rir e aceitem fazer parte de momentos de boas gargalhadas, porque se ampliarem esses momentos e os viverem com mais frequência, tornar-se-ão mais felizes, certamente.

 

TMC – Apesar de muitas empresas acharem que o riso não entra no local de trabalho, há cada vez mais organizações interessadas em levar a boa disposição para o trabalho. Que dicas podes dar a uma empresa que esteja interessada em usar o humor como ferramenta de comunicação interna?

Pedro – A pressão e o ritmo que as pessoas levam no trabalho, a realidade socioeconómica que se vive e a tensão permanente entre aqueles que fazem parte das organizações ainda é uma realidade. No entanto, há cada vez mais empresas atentas ao clima organizacional e conscientes de que uma organização bem-humorada e uma equipa feliz geram, inevitavelmente, muito mais valor acrescentado.

Creio que urge abandonar o clima de exagerada monotonia e abraçar um ambiente de felicidade, de humanização nas empresas e instituições.

Nesse sentido, há inúmeras ações em que o humor pode ter um contributo determinante na união, coesão e espirito de grupo, na transição da monotonia à felicidade, tais como:

  • organizarem ações de Team-Building, inspiradoramente divertidas, que levem os participantes a realizar tarefas “fora da caixa”, que trabalhem áreas como a criatividade, liderança, gestão do stress, comunicação, que fiquem na memória de todos e que sirvam de âncora para o futuro.
  • contratarem um ou vários humoristas que estudem a empresa, os seus aspetos menos positivos e mais “caricaturáveis” que possam elaborar uma performance que mostre de forma muito divertida de que maneira comunicam e agem ineficazmente

 

Pedro Neves

Nádia Tavares – Coach e Atleta de Alta Competição

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O The Miracle Coach entrevistou a Nádia Tavares, Coach e Atleta de Basquetebol de Alta Competição. A Nádia faz magia ao juntar a sua experiência na área do desporto, com a Psicologia e o Coaching. É assim que ajuda os seus clientes a alcançar os resultados de alta performance a que se propõem. Que esta entrevista inspiradora, te eleve.

TMC – Tens uma paixão por desporto, tendo sido atleta internacional em basquetebol. Quais as aprendizagens mais importantes do desporto que transportas para a tua atividade como coach?

Nádia  – São tantas aprendizagens… Mas posso citar três que fazem claramente parte do meu trabalho como coach.

Uma é que devemos manter-nos focados tanto em objetivos a curto como a longo prazo. Como atleta obviamente queria que a minha equipa ganhasse o campeonato (longo prazo), mas para isso tinha que ganhar os jogos todas as semanas (curto prazo). Às vezes esquecemo-nos do nosso objetivo a longo prazo, por parecer que está tão longe, mas desde o primeiro jogo, as vitórias e derrotas contam para o resultado no final da época. Assim funciona na vida, se tenho um grande objetivo para daqui a 6 meses ou 1 ano, não me posso esquecer do quão importante é o que vou fazer hoje.

Outra grande aprendizagem é que eu posso treinar imenso, todos os dias, duas vezes por dia, mas se chegar ao jogo e não estiver igualmente focada, nada do que treinei vai funcionar. Posso treinar e jogar melhor que a outra equipa, mas tudo se resume a momento do jogo. Digo isto aos meus clientes quando fazemos exercícios para preparar momentos decisivos nas suas vidas, porque podemos preparar muito bem uma reunião, uma conversa importante, um momento decisivo, mas se chegar ao momento e não usar a mesma concentração, o treino mental não valerá de nada.

Por último, o trabalho em equipa, pois foram muitas as vezes que deixei de lado o meu ego, a minha vontade e o que eu gostava de fazer, para que a equipa vencesse. Podemos ver uma família, um grupo de trabalho, um casamento como uma equipa, onde para o bem desta (se é realmente importante para mim), tenho que sacrificar certas vontades próprias.

TMC – Sendo o coaching desportivo uma forma aparentemente muito eficiente de potenciar o alto rendimento, porque não estão os clubes, treinadores e atletas a usarem mais o treino mental?

Nádia – Creio que há ainda alguma resistência relativamente a este tipo de trabalho, embora esta esteja a diminuir. Acredito que existam duas razões: Uma delas relacionada à crença de que não é algo necessário, mas sim algo que seria um luxo. Ainda assim, vejo este processo como necessário. Lembro-me que quando comecei a jogar, no ano 2000, era um luxo ter um fisioterapeuta num clube desportivo. Se eu me lesionasse, tinha que ir a uma clínica que tivesse acordo médico com o clube. Hoje todos os clubes têm pelo menos um fisioterapeuta à disposição. Vemos que os países que mais de destacam em termos desportivos, têm valorizado a presença do psicólogo e do coach, não só esporadicamente, mas a acompanhar as equipas das várias modalidades. Foi possível observar esse facto agora nos Jogos Olímpicos, com várias notícias sobre atletas medalhados a falar sobre acompanhamento de um coach ou de um psicólogo. Esses resultados já estão a ajudar a quebrar essa barreira.

Outra razão é a falta de fluidez que ainda existe relativamente à conciliação do Ministério da Educação com as atividades extracurriculares, desporto incluído. Enquanto que nos Estados Unidos, um atleta tem o local de treino no próprio Campus da Escola ou Universidade, e aulas até à hora de almoço, a nossa realidade tem uma educação escolar que não permite que a hora da saída da escola seja antes das 17:00 ou 18:00. Assim sendo, o tempo para investir no desporto torna-se escasso. Um atleta não chega a casa depois do treino, num dia de semana, antes das 22:00. Tendo isto em conta, até entendo que haja mais atenção focada em investir esse pouco tempo na atividade física, descartando assim o treino mental.

TMC –  Tens formação como psicóloga. De que forma se complementam as abordagens da psicologia e do coaching?

Nádia – Para mim é um casamento perfeito. A Psicologia é fascinante no sentido de compreender as raízes dos comportamentos, volta-se bastante para o passado e a história da pessoa, no sentido de compreender quais foram os momentos decisivos para a formação de determinados comportamentos, pensamentos e sentimentos. Mas sinceramente, faltava-me alguma coisa. Faltava-me aquele impacto transformador, aquela parte prática que responde à pergunta do cliente “O que é que eu tenho que fazer?”. As pessoas querem resultados rápidos, e estão com cada vez menos tempo, e eu pessoalmente também sou o tipo de pessoa que gosta de agir. O Coaching dá-nos ferramentas práticas, rápidas e duradouras de transformação e desenvolvimento pessoal. De uma forma simples costumo dizer que a Psicologia traz-me a parte clínica e ajuda-me a entender o porquê da questão, o Coaching traz-me a parte prática e ajuda-me a entender como resolver a questão.

TMC – É comum usarem-se metáforas desportivas para inspirar e incentivar pessoas nas empresas e nos mais variados contextos. Vives a tua vida como um treino ou como um jogo?

Nádia – Totalmente. Primeiramente sou altamente competitiva, e inclusive, tive que aprender a gerir essa característica para saber usá-la de forma positiva, e hoje uso todas as aprendizagens que obtive e obtenho no desporto, para o meu dia-a-dia. Expressões como “O jogo só acaba no apito final”, “O Vencedor decide-se no fim”, “A atitude é mais importante que o talento”, “Caíste? Levanta e continua!” e tantas outras, acompanham-me na minha vida. Detesto perder, festejo as minhas vitórias como se fossem um triplo, e preparo-me constantemente para desafios que ainda nem chegaram.

Tanto que vivi na alta competição, fui ainda nova jogar para fora, andei a viajar por meia Europa em competições, abdiquei de muita coisa, mas fiz tantas outras que poucos podem dizer que fizeram. Jogos cheios de pressão, pavilhões cheios, momentos decisivos, treinos duros, tantas vezes com o corpo cansado, com a mente noutras coisas, colegas que são como família, outras nem por isso… Pensando bem não são metáforas, é uma realidade para mim. A espírito de competição desportiva vem no pacote da minha maneira de ser.

TMC – Quais são os teus projetos atuais e futuros, Nádia?

Nádia – Atualmente o projeto DreamAchieve abrange o Desenvolvimento Pessoal e o Coaching Desportivo. Trabalho individualmente com pessoas, atletas ou não, que de alguma forma precisem de uma mudança, muitas vezes sem elas mesmas saberem qual. E coletivamente com equipas desportivas, que pretendam alcançar resultados a curto e a longo prazo. Para o futuro, e para ainda este ano, estou a trabalhar em projetos também com escolas, relacionados ao sucesso escolar, e mais para a frente, temas sobre como conciliar a vida de atleta e estudante. Não posso adiantar muito, mas estou cheia de ideias, e com muitos projetos a arrancar.

Fiquem atentos às novidades!

P.s: Segue o Blog da DreamAchive e a minha página no Facebook.

Sandra Matos – Inspiradora

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A Sandra Matos, fundadora da Escola Babyoga Portugal, é uma mulher que vale mesmo a pena conhecer! Falou com o The Miracle Coach e… bem, quem melhor do que a própria Sandra para se apresentar? Nas suas próprias palavras “sou uma mulher, que escolheu ser companheira, que escolheu ser mãe, que escolheu se despedir, que escolheu chorar, que escolheu rir, que escolheu errado, que escolheu certo, que escolhe porque questiona. Expresso a minha missão quando estou com crianças, famílias e, especialmente, quando estou com mulheres.

Fundei a Escola Babyoga Portugal em 2005 com o lema: gerando um novo mundo. A Escola Babyoga Portugal existe com esta missão. Está ao serviço dos bebés, das crianças, das famílias e das escolas. O trabalho que os professores de Babyoga e Playoga fazem é incrivelmente belo.

Adoro os momentos em que oriento as formações de professores. Faço-o desde 2007 e cada vez é única. Adoro abrir novos horizontes. Adoro que, juntos possamos questionar. Trazer outra consciência à nossa vida. É isto que me move”.

Lê e partilha a entrevista, pois vai servir de inspiração a muitos!

Podes saber mais sobre Babyoga aqui e também no facebook da Escola. E podes seguir a visão da Sandra através da sua página do Facebook!

TMC: Sandra, há alguns anos fizeste a transição de uma carreira numa multinacional para uma atividade completamente nova e autónoma, lançando o Babyoga em Portugal. Quais os maiores desafios de uma transição deste género?

Sandra: O meu maior desafio foi lidar com o meu medo interno de trocar o suposto “certo” pelo incerto. Na verdade, estive nesta dualidade durante algum tempo até que a dor em permanecer no “certo” se tornou insuportável e bem mais pesada do que avançar para o “incerto”. E descobri que tinha medo precisamente porque não avançava. Quando avancei e me despedi, senti-me livre e ao sentir-me livre ganhei espaço para fazer o que me apaixonava na altura: unir o mundo dos bebés à prática do Yoga. Fui ao E.U.A, estudei esta prática e quando regressei a minha intenção era partilhar o que aprendi com a minha filha e com quantas famílias conseguisse tocar. Quando a intenção e a oportunidade se encontram, tudo flui. E assim foi. Hoje a Escola Babyoga Portugal tem 10 anos de uma linda história de amor entre famílias.

 

TMC: De onde veio essa paixão pelo Babyoga e de que forma tem contribuído para melhorar a vida das famílias?

Sandra: A paixão pela prática de Yoga veio primeiro. Foi mais um amor à primeira vista. Senti a prática de Yoga no meu corpo e levou-me a lugares do meu coração que desconhecia. Quando fui mãe pela primeira vez passei por um período em que me senti muito cansada, na verdade exausta. Era tudo novo para mim. Não dormia, não comia de forma saudável. Afastei-me do que me fazia sentir bem e durante este tempo, a que eu chamo o ‘parto’ do pós-parto, procurava soluções fora de mim: métodos infalíveis para acalmar a minha bebé, formas de aliviar as cólicas, livros sobre como ajudar os bebés a dormirem bem, etc. Até que, olhei para mim, estava eu longe do meu centro à procura de quê? Então voltei para dentro. Concentrei-me novamente na minha prática pessoal, que funciona como uma higiene diária. Comecei a sentir que ao estar mais centrada criava momentos de verdadeira ligação e compreensão com a minha bebé. Comecei a perceber que quando praticava Yoga ao pé dela, eu acalmava-me e ela também. Comecei a experimentar alguns movimentos e meditações com a minha bebé e observava a rápida interacção e resposta de ambas. Tive a clara certeza que esta missão fazia parte do meu caminho. Partilhar esta prática com o maior número de famílias possível e juntos geramos um novo mundo. As famílias que praticam Babyoga e Playoga ganham tanto! Ganham cumplicidade, união, entendimento, crescimento, expansão, tranquilidade, amor!

 

TMC: Ultimamente tens partilhado muitas reflexões sobre o feminino. O que é que achas que as mulheres devem relembrar sobre a sua própria natureza?

Sandra: Devem relembrar que não somos iguais aos homens. Especialmente no ocidente onde tantas sociedades se consideram “evoluídas” temos mulheres a lutarem por serem as melhores mães, as melhores profissionais, as melhores companheiras, as melhores amigas, as melhores filhas e, sem se aperceberem a lutarem por ser igual aos homens, entretanto, esquecem-se da sua essência de ser mulher. São mulheres e agem como homens. E, particularmente as mães facilmente entram neste esquema da sociedade. Quanto mais se afastam da sua essência de mulher mais se sentem esgotadas, sobrecarregadas, perdidas. No meu caminho, ser mãe foi um poderoso abanão que me fez perceber o quanto eu tenho que regressar a mim mesma. Ser mulher, conhecer-me, conhecer os meus ciclos, a minha natureza, resgatar esta conexão ancestral do poder do feminino. Neste caminho, tornar-me a melhor mãe, companheira, amiga, filha é uma consequência natural. Todas as mães devem relembrar-se que são mulheres.

 

TMC: Imagino que tenhas muitas famílias que te procuram porque acham que os seus filhos têm algum problema e por isso necessitam de yoga ou outra atividade do género. Afinal, onde está verdadeiramente o problema?

Sandra: Penso que o problema assenta numa série de variáveis, mas sabes o maravilhoso? Acredito que a solução está dentro da família e em primeira instância dentro de cada um de nós, pais e mães. Muitas vezes os pais sentem-se encurralados perante esta encruzilhada de expectativas e exigências da sociedade sobre os filhos, a escola, a parentalidade e a educação. Por vezes não é fácil descortinar o que verdadeiramente sentimos que queremos fazer e assumir essa responsabilidade. Na prática de Babyoga, muitas mães inscrevem-se porque querem que os seus bebés durmam melhor ou deixem de ter cólicas ou ainda porque fazem muitas ‘birras’. No Playoga, a maioria dos pais procuram esta atividade porque os filhos têm hiperactividade ou défice de atenção ou são nervosos e ansiosos e por aí vai. A beleza desta prática de Babyoga e Playoga é que trabalhamos em família e por consequência crescemos em família. Os pais ficam mais calmos, os seus filhos também. Acredito que se queremos ajudar os nossos filhos, o primeiro trabalho a fazer é dentro de nós próprios.

 

TMC: Depois de alguns anos a trilhar um caminho menos convencional em família, quais as grandes aprendizagens que gostarias de partilhar com todos aqueles que vivem limitados pelo “tem de ser assim” e “gostava mas não pode ser”?

Sandra: Sempre que sinto a mais pequena dúvida sobre algo, não ignoro. Questiono. E questionar abre novas possibilidades. Para ti e para o outro. Quero aqui partilhar contigo que questionar torna-me melhor, torna-me mais humana. Seguir o meu coração! Parece um cliché, eu sei, e quando o fazes é libertador. Tenho aprendido que a coragem de seguir o coração se ganha quando praticas a coragem. A coragem de decidires por ti. De aceitares que podes escolher a forma como vives a tua vida, como nascem os teus filhos, como vives a tua família, como te reconheces enquanto ser humano e, no meu caso, enquanto mulher. Tudo vem dar aqui. Ao ponto de começo e fim.

 

Grata por esta entrevista!

 

Joana Areias – Coach

Joana Areias

A Joana Areias é uma coach particularmente inspiradora, que tem desenvolvido um importante trabalho em áreas muito específicas do coaching, como o propósito de vida. Tem uma ótima capacidade de usar as suas próprias vivências para inspirar as suas audiências, usando uma linguagem muito pessoal que apreciamos particularmente aqui na equipa do The Miracle Coach. Podes seguir o trabalho da Joana através do seu site ou do facebook. Se quiseres, podes até enviar-lhe um email!

Aproveita também para ler o seu livro, recentemente publicado “Tu Consegues”!

 

TMC: Joana, especializaste-te em abordar a questão do propósito de vida. Afinal de contas, como é que se ajuda alguém a descobrir o seu propósito?

Joana: Nos últimos anos tenho vindo a desenvolver toda uma metodologia de trabalho, que partilho no meu livro “Tu consegues” e que tem o objetivo de ajudar as pessoas que acreditam que a sua atividade profissional já não as realiza e que querem descobrir a sua verdadeira paixão e fazer a transição para essa nova atividade de forma segura sem comprometerem a sua estabilidade financeira. No entanto, para resumir, acredito que o meu trabalho assenta principalmente em duas componentes filosóficas fundamentais.

A primeira componente existe como representação da possibilidade de serem aquilo que querem ser. Muitas pessoas quando me procuram não acreditam que estão “autorizadas” a fazer escolhas alinhadas com a sua verdade e com aquilo que realmente as faria felizes. Chegam carregando às costas um conjunto de crenças sobre aquilo que está certo ou errado e que muitas vezes as limita nas suas escolhas e decisões. Acredito que o meu trabalho fundamental, nesta fase inicial, é o de lhes dizer que “Sim”, que podem ser o que quiserem, que não há nada de errado nisso, que não têm de continuar a pagar uma dívida qualquer por um crime qualquer que nunca cometeram, que podem e devem procurar o que os faz felizes, independentemente das espectativas do mundo que os rodeia e até das suas próprias espectativas. A primeira componente fundamental no meu trabalho é, por isso, validar os seus sonhos, dizer-lhes que sim, que estão certos. Muitas vezes a nossa sessão é o único lugar onde podem, pela primeira vez, sonhar sem serem criticados ou julgados, por outras pessoas e por si próprios.

A segunda componente serve para lhes lembrar de que as respostas que ansiosamente procuram já existem algures dentro de si e que precisamos apenas de as encontrar. O percurso para descobrirem o seu propósito de vida é por isso um caminho interior de recuperação daquilo que são no seu íntimo, antes de se terem esquecido, por causa solicitações da vida real. Esta parte do meu trabalho é fundamental, mas por vezes difícil de explicar porque nesta fase sirvo de facilitadora do processo de reconexão com a verdade interior de cada cliente. Uma verdade que apenas lhes diz respeito a eles, uma verdade para a qual mais ninguém é chamado. Aquilo que explico aos meus clientes é que o seu inconsciente sabe tudo, nomeadamente qual é o seu propósito de vida. No entanto, com o ruído das tarefas do dia-a-dia e das necessidades da vida prática acabamos por nos perder de nós próprios de deixamos de saber o que está certo para nós. Nesta fase proponho vários exercícios, reflexões, jogos e faço algumas provocações tudo com o intuito de ajudar as pessoas que me procuram a saberem o que realmente gostavam de fazer e que ao longo da sua vida nunca perceberam, esqueceram ou apenas ignoraram.

 

TMC: Nos cursos que realizas direcionados para coaches, quais são as principais competências que procuras desenvolver nos participantes?

Joana: O curso “Coaches Com Clientes” foi criado com o meu colega e amigo José Maria Fonseca e atualmente chama-se “O meu propósito na prática”. Inicialmente percebemos que muitos dos nossos colegas coaches estavam a viver o desafio de conseguirem viver a vida com o coaching. Criámos este curso para ajudar os nossos colegas e foi um sucesso! Tanto que atualmente, alargámos o curso para pessoas de todas as áreas e profissões e por isso alterámos o nome do curso para “O meu propósito na prática”. Neste curso, temos como objetivo fundamental ajudar as pessoas que já sabem qual é o seu propósito de vida a conseguirem viver dessa atividade de uma vez por todas. Quando decidimos criar o curso, percebemos que os profissionais vivem dois tipos de desafios: ou têm dificuldade em trazer pessoas para a reunião inicial, ou têm dificuldade em converter as pessoas que vêm à reunião inicial em novos clientes (ou ambos).

Para isso, criámos um sistema que ajuda estes profissionais a criarem a sua identidade única para que não sintam que são apenas “mais um” e se consigam distinguir dos outros colegas da mesma área. Depois ensinamos a criar toda a comunicação para se dirigirem ao seu público de forma eficaz. Criamos toda a estrutura de comunicação online, desde site, emails automáticos, copywriting, ofertas, serviços e produtos, para que consigam despertar a atenção do seu público. E, finalmente, ensinamos os nossos alunos a conduzir a reunião inicial e palestras com o intuito de ajudar os potenciais interessados a comprometerem-se com os seus serviços e, consequentemente, mudarem as suas vidas.

 

TMC: Muitos coaches têm dificuldade em abraçar a profissão com êxito financeiro. Porque achas que isso acontece? É caso para dizer que nem sempre o coach se consegue ajudar a si próprio?

Joana: É verdade, infelizmente. A primeira coisa que diria sobre isso é que toda a gente precisa de um Coach, até um Coach precisa de um Coach. Causa-me alguma tristeza conversar com coaches que nunca fizeram um único processo de coaching, ou que fizeram “um processo no início, quando fiz o curso” como costumam dizer. Para mim um coach deve ser um exemplo e quando digo isto, não estou a afirmar que um coach não pode ter problemas, dificuldades, “cascas de banana”, nada disso. O que quero dizer é que um coach deve ser um exemplo de evolução e desenvolvimento pessoal. Deve estar empenhado a conhecer essas suas dificuldades e “cascas de banana” e compreender que é nesse processo que se irá tornar um melhor ser humano e cada vez mais preparado para ajudar outras pessoas. Eu própria, todos os anos faço um processo de coaching com algum colega, já fiz vários processos de supervisão com coaches mais experientes e psicólogos, e há anos que faço psicoterapia. Em qualquer percurso como coach, chega um momento em que não é mais um livro de técnicas de coaching que me vai ajudar a ser melhor coach, mas sim a minha evolução de nível de consciência. Por isso, acho que a primeira coisa que impede alguns coaches de conseguirem abraçar a carreira com êxito é precisamente não continuarem a evoluir como profissionais e como pessoas. Pararem de estudar, de se questionar, de procurar ajuda profissional e acharem que já sabem tudo. Felizmente não é uma maioria.

Por outro lado, acho que a palavra-chave é consistência. Como diz o Anthony Robbins, “as pessoas são recompensadas em público por aquilo que fazem durante anos em privado”. Viver a vida como Coach não é tarefa fácil, é muito, muito bom, mas não é fácil. É preciso trabalhar muito, muito tempo e de forma consistente. Todos os dias fazer mais uma coisa, ir mais longe, dar mais um curso, respirar fundo e ir outra vez à luta. Lembro-me de numa sessão de supervisão, a minha mentora me perguntar se eu estava bem depois de lhe contar ansiosamente todas as coisas que tinha feito nas semanas anteriores. Comecei a chorar de ansiedade e disse-lhe “Isto tem de acontecer, percebes? Isto tem de acontecer”. Estava cheia de vontade de viver a minha vida com o coaching, sabia que dependia de mim, estava a criar a minha carreira ao mesmo tempo que tinha 3 trabalhos de fisioterapia (a minha antiga profissão) e estava a dar o litro e meio. Trabalhei assim durante 2 anos. Foi muito intenso. E hoje em dia é igual, de forma mais equilibrada, mas igual. Todos os dias me deito e penso no que fiz para me aproximar dos meus objetivos. Por vezes é difícil e duvido de mim mesma, mas ao mesmo tempo nunca deixei de acreditar que era possível e que dependia apenas de mim. Resumindo, acho que para viver a vida com o Coaching é preciso ser um exemplo de constante evolução, acreditar que estamos a fazer a coisa certa, sermos coerentes com aquilo que defendemos (ou seja, a nossa vida ser uma representação daquilo que ensinamos aos nossos clientes) e trabalhar … trabalhar muito.

 

TMC: Procuras inspirar o teu público nos workshops e no facebook com recurso às tuas próprias experiências. És uma coach que descobriu o seu propósito de vida?

Joana: Às vezes tenho medo de dizer esta frase, mas vou partilhar contigo… A minha vida é perfeita. Tenho mesmo, mesmo muita sorte. Claro que quero mais coisas e estou a crescer e a evoluir. Mas neste momento tenho uma vida de sonho. Acredito que o meu propósito de vida é ajudar outras pessoas a descobrir o seu propósito de vida. Faço isso diariamente com pessoas em todo o mundo. No entanto, acredito que todos podemos ter vários propósitos e por isso continuo a descobrir novos significados para a minha vida e fontes de inspiração e contribuição. Em breve irei lançar um novo projeto noutra área de vida por me sentir inspirada a ajudar pessoas nessa nova vertente. Estou atenta àquilo que me inspira. Sei que a Joana que sou hoje é diferente da que vou ser daqui a um ano e portanto não limito a minha vida a um único foco de inspiração. Acredito que tenho muito mais propósitos pela frente. Tal como todas as outras pessoas. Se Deus ou o Universo assim o quiser, ainda há muita vida pela frente.

 

TMC: Publicaste recentemente o livro “Tu Consegues”. Se pudesses retirar dele uma mensagem fundamental para segredar ao ouvido do mundo inteiro, qual seria?

Joana: Eu diria que a mensagem fundamental do livro é que tu podes viver a vida com aquilo que mais amas fazer. Pergunta a ti próprio: O que farias se não houvesse medos, nem regras, nem supostos? O que farias se existisse apenas a liberdade de seres exatamente aquilo que desejas ser?

Tu já és aquilo que queres ser, só andas a fingir que não és. Por isso, para de fingir, isso é muito cansativo!

 

 

 

Pedro Rui Carvalho – Formador

Pedro Rui Carvalho

O Pedro Rui Carvalho é um formador muito especial, que inspira as suas audiências a relacionarem-se com conceitos profundos e libertadores – tem espírito de missão e quer ajudar as pessoas a sonharem. Além disso, inspira diariamente a internet com o seu O Homem Que Sonha. Podes seguir o Pedro através da sua página na internet e do seu facebook, altamente recomendado!

 

TMC: Pedro, mais do que de formação, gostas de falar em (trans)formação? Afinal, o que é isso para ti?

Pedro: Para mim a (Trans)Formação é ir mais longe que a formação tipo, é ir mais longe que a partilha habitual em sala de conhecimento, de conceitos rígidos de igual forma para todos. Eu pessoalmente acredito que a (trans)formação pode ser uma excelente oportunidade para nos desafiarmos, para desafiarmos algumas das nossas crenças, para aprendermos, para melhoramos, para crescer, para trabalhar em áreas de reflexão diferentes e de acção pouco exploradas até esse momento por nós próprios. No fundo a minha intenção é que seja qual for o tema, seja ele Comunicação, Liderança ou Vendas, que ele toque a pessoa tendo em conta a sua identidade, os seus valores, o seu ritmo, os seus recursos, os seus objetivos e que isso possa funcionar como um novo conjunto de ferramentas que possam facilitar o seu caminho pessoal e profissional e não o complicar. No fundo, que seja de uma forma simples um momento, uma experiência transformadora para as pessoas que ali estão.

Para que isso aconteça eu próprio enquanto pessoa, enquanto profissional olho para cada pessoa, para cada grupo de formandos, para cada empresa como uma oportunidade para melhorar, como um desafio que me traga prazer, preenchimento e principalmente resultados, para todos os intervenientes. Aliás, gosto muito de fazer uso de uma máxima antes de iniciar qualquer (trans)formação, “ Que haja transformação, e que comece comigo.”

 

TMC: Com uma experiência tão ampla em ajudar pessoas em sala a pensarem sobre as suas vidas, como achas que se faz depois a transferência dessas aprendizagens para a vida fora da sala de formação?

Pedro: Esse é o grande desafio, acredito eu, para as pessoas! Costumo dizer que a (trans)formação começa verdadeiramente quando acaba a que está a acontecer em sala, onde o ambiente é de certa forma seguro e controlado, onde estamos perto de pessoas que querem o mesmo que cada um de nós, ou que já conseguirem o mesmo que nós e onde estamos focados numa comunicação e acções altamente possibilitadoras, por isso uma das primeiras sugestões que partilho é estarem atentos à sua comunicação interna, desenvolverem a capacidade de perceberem se a comunicação que tem consigo mesmos é eficiente ou deprimente, se os faz avançar ou ficar parados, se os faz ficar motivados ou desmotivados. Perceberem que resultados estão a obter com a sua comunicação interna e externa.

É quando regressamos à “nossa” realidade que acontece o verdadeiro desafio. Um dos primeiros desafios é desmontar a questão de esta (a realidade que nos rodeia) ter que ser realmente a minha realidade, se não, surge a pergunta: “ Isto é o que eu já conheço (a realidade que me rodeia), e Agora?”. Aqui costumo deixar alguma sugestões! Estabelecer novos objetivos de forma muito especifica e nas suas diferentes variáveis, que façam sentido para a pessoa, que dependam dela e pelos quais ela esteja verdadeiramente apaixonada e comprometida, identificar que recursos que tem ou que necessita adquirir face a esse objetivo, definir estratégias e planos de acção.

Depois perceber em que contexto os vai realizar, se é um contexto onde é apoiado, onde se sente inspirado ou o contrário, sugiro sempre às pessoas para estarem atentas ao seu grupo de influência e qual o impacto que este tem nelas próprias. Se tivesse que resumir tudo isto numa simples sugestão seria, sejam ousados e deem-se à experiência, pratiquem e os resultados aparecem. E lembrarem-se que a vida são os resultados não só dos nossos actos, mas também dos nossos pensamentos e principalmente da forma como gerimos esses mesmo resultados. Já me cruzei com pessoas para quem o fracasso foi um prémio e com outras pessoas para quem o sucesso se veio a revela um castigo. Sem uma boa gestão dos resultados que geramos por vezes torna-se desafiante gerir uma vida.

Uma dica que costumo partilha com as pessoas com quem tenho o privilégio de trabalhar é que, tão importante quanto a celebração de um resultado é importante a gestão do mesmo.

 

TMC: Há algum tempo que inspiras os teus seguidores no facebook com as mensagens d’O Homem Que Sonha. Quais as tuas intenções com este interessante projeto?

Pedro: A minha intenção é partilhar um pouco de quem eu sou, partilhar os meus estados (de espirito) o que eu faço, e o que eu quero obter para a minha vida, e com isso poder inspirar e contagiar outros. Prefiro mesmo que virtualmente inspirar a coragem, promover possibilidades aos que me leem a instigar ou reforçar os problemas deles. É muito importante para mim que os seguidores me vejam como uma pessoa normal, que tem desafios semelhantes a eles, poque na verdade tenho. Outra intenção é convidar os que me leem a acreditar mas também a duvidar, nem tudo tem que ser como dantes, nem o presente tem que ser para sempre e isso é tão importante quanto, inspirar e respirar somente o agora.

 

TMC: Achas que a maioria das pessoas reflete realmente sobre a sua vida? O que podemos fazer para estimular mais esse comportamento?

Pedro: Eu gostaria que sim! Pelas mais variadas razões , mas por uma em particular, quando refletimos temos a capacidade de nos olharmos ao espelho e isso pode ser duro mas muito transformador. Quando acedemos à auto reflexão, à auto responsabilidade, quando descobrimos que só nós somos responsáveis pelo nosso comportamento, quando nos reconciliamos connosco mesmo descobrimos que mais ninguém ou contexto tem o direito, a possibilidade de alterar o nosso comportamento, o nosso rumo.

Por norma existe uma certa resistência a esta reflexão interna, lidar somente connosco mesmo é sempre desafiante, não depender, não fazer uso de fatores externos convida-nos à auto responsabilização.

Para estimular esse comportamento talvez uma estratégia que considero bastante eficiente que pode passar pela consciência plena do agora:

1-O que está a acontecer na minha vida neste preciso momento e que resultados estou a obter com isso?

2- O que eu quero que aconteça, que resultados quero obter para a minha vida e o que quero senti quando conseguir isso?

3- O que tenho de fazer agora para que isso aconteça (ponto2)?

 

TMC: Que conceitos da (trans)formação que costumas trabalhar com adultos achas que poderiam passar a integrar os currículos escolares?

Pedro: A minha abordagem nas várias áreas da vida é e seria simples a integrar nos currículos escolares:

Conceito do Ser

Conceito do Fazer

Conceito do Obter

Numa sociedade que está focada no “fazer” para “ter” torna-se importante trabalhar o “Ser”. A minha experiência enquanto pessoa e (trans)formador e perante os desafios da sociedade atual diz –me que neste momento existe um desafio comum a todas as faixas etárias. “Quem eu quero Ser agora?”

Charles Evans Hughes dizia que, “ Quando se perde o direito de ser diferente, perdemos o privilégio de ser livre”. Este para mim é um conceito interessante que trabalho com adultos e fariam sentido trabalhar e desenvolver nos currículos escolares. Como posso ser autentico, diferente e ao mesmo tempo livre.

 

TMC: Quais são os sonhos atuais d’O Homem Que Sonha?

Pedro: Entre vários partilho os seguintes: uma viagem ao Japão, ser Life Coach profissional e desenvolver o programa/projeto COACHINGCARE vocacionado para cuidadores, de pessoas com a demência de Alzheimer ou outra.

Inês Moura – Coach Vocal

Inês Moura

A Inês Moura é terapeuta de fala e coach. Com recurso a estas duas abordagens construiu uma forma única de ajudar pessoas a comunicarem com eficiência e a sentirem-se melhor consigo próprias. Como coach vocal facilita processos para que os seus clientes se encontrem, literal e metaforicamente, com a sua voz! Uma entrevista inspiradora e surpreendente!

Para saberes mais sobre a Inês e o seu trabalho, visita o seu website, a sua página do Linkedin e do Facebook.

 

TMC: Inês, criaste uma excelente fusão entre a terapia da fala e o coaching. Como pode o coaching suportar esta terapia?

Inês: O coaching, no meu ponto de vista, complementa a terapia da fala em duas vertentes. A primeira vertente é a transformação da relação terapêutica – o relacionamento entre o profissional e aquele(s) que procuram apoio num determinado período da sua vida (desde a infância até à idade adulta). Essa relação é tão ou mais importante do que as técnicas terapêuticas utilizadas. A flexibilidade dada pelo coaching em orientar a terapêutica ao futuro, de colocar o cliente num estado de maiores recursos interiores e de partilhar responsabilidades no processo terapêutico, torna-a uma abordagem potencialmente mais eficaz, principalmente com adultos que procuram a terapia da fala como uma forma de desenvolvimento pessoal e profissional.

A segunda vertente está relacionada com a natureza da avaliação inicial que procura explorar mais o Presente e o Futuro, do que o historial clínico. O desenrolar do plano de intervenção é também mais flexível quanto mais o cliente participa e decide o seu próprio caminho.

 

TMC: Como especialista na utilização da voz na comunicação, quais são as estratégias fundamentais que partilhas com os teus clientes?

Inês: Existem três estratégias que estão na base do processo de coaching vocal.

A primeira que utilizo é levar o cliente a uma introspeção sobre o funcionamento do seu corpo e das suas emoções. A questão a trabalhar pode ser fisiológica (ex. músculos da voz podem estar em fadiga), emocional (ex. sinto que não tenho voz na minha organização) ou uma combinação de ambos.

A segunda estratégia que mais utilizo é analisar os pontos fortes. Como muitas pessoas referem não gostar da sua voz, é fácil apontar os seus defeitos. Mas quando se aponta também o que já funciona, é um excelente ponto de partida para o cliente encontrar a sua marca vocal, e resta apenas reduzir o que está em desequilíbrio/excesso.

A terceira estratégia é aproveitar pequenos momentos do dia, tendo em conta as rotinas já existentes, como tomar banho, conduzir ou falar numa reunião, onde discretamente se pode colocar em prática exercícios vocais simples. O objetivo é a automatização de novos hábitos e, quando se dá conta, já é natural.

 

TMC: O que podemos fazer para transformar a nossa voz num aliado?

Inês: É muito importante lembrar que a nossa voz funciona como uma “intérprete” do que se passa connosco a vários níveis. Podemos torná-la num aliado quando a sabemos interpretar e escutar. O que significa ter a voz rouca já há muito tempo? O que significa estar sempre a gritar com o(a) companheiro(a)? O que significa ficar sem voz numa altura de stress? O que significa não conseguir transmitir energia à minha equipa? São tudo questões que transportam respostas muito válidas e, como tal, um problema de voz, raramente é só da voz. Saber ouvi-la é a chave.

 

TMC: Utilizam-se muitas expressões relacionadas com a voz, como “levantar a voz”, “falar a uma só voz”, “encontrar a nossa voz”. Afinal, qual é a real importância da voz na nossa vida mental e emocional?

Inês: A voz é um veículo direto de emoções e de significados na comunicação. Podemos dizer a frase “e então?” com pelo menos 23 emoções diferentes e cada uma delas transporta um significado. A voz acompanha-nos toda a vida. Aliás é o primeiro sinal de vida quando um bebé nasce. É através dos primeiros sons que comunicamos com os nossos pais, ainda antes de dizermos palavras. Os bebés acalmam-se a ouvir a voz da mãe (que já ouviam no útero). A voz é uma forma de arte, por exemplo no teatro e no canto. Há séculos que a concentração e meditação é feita através da voz (ex. mantras) e também é através da voz que nos afirmamos no mundo, deixamos a nossa marca no dia-a-dia, junto da nossa família, no nosso trabalho e em toda a parte onde nos conhecem.

 

TMC: Colaboras com uma importante agência de treino em comunicação. Quais são as mais habituais dificuldades que as pessoas têm quando se trata de comunicar com eficiência?

Inês: A maior dificuldade é a falta de variedade vocal. A maior parte dos líderes/CEO’s com quem trabalho referem, por exemplo, ter uma voz monocórdica, de falarem demasiado rápido ou de sentirem que são aborrecidos quando falam em público. Se a voz não estiver adequada ao contexto (ex. reuniões, apresentações, congressos, televisão) a mensagem global não é recebida e o mais provável é que a audiência se esqueça do que foi dito logo nos minutos seguintes. Isto leva a que desperdicem oportunidades de levar os outros à ação através da comunicação.

Outra dificuldade muito comum é a falta de projeção vocal e/ou esforço contínuo que leva a períodos de cansaço e desgaste, principalmente de quem usa a voz com elevada intensidade e frequência, como profissionais que fazem espetáculos semanais, orientam formações ou aulas.

 

TMC: O que observas que acontece, de uma forma geral, na vida dos teus clientes quando aprendem a comunicar melhor?

Inês: Sentem maior confiança em si próprios, maior assertividade na relação com o outro e maior serenidade com a sua própria forma de ser e de comunicar. Mais consciência de como gerir os fatores internos e externos que condicionam o desempenho da sua própria comunicação. Por último, um dos fatores que considero mais importantes é a melhoria do diálogo interno, ou seja, a forma como a pessoa se relaciona consigo mesma.

 

Susana Torres – Coach

Susana Torres

A Susana Torres é coach, especializada na área desportiva. Com uma sólida carreira na banca, dedicou-se ao estudo do desenvolvimento pessoal e lançou-se num mundo dominado pela presença de homens: o futebol! Nesta entrevista, a Susana partilha preciosas aprendizagens que nos podem ser muito úteis a todos, afinal de contas todos podemos beneficiar de uma certa mentalidade desportiva nas nossas várias atividades! A Susana está prestes a lançar um site dedicado ao coaching desportivo, pelo que sugiro que te mantenhas atento a www.primelinecoaching.com.

 

TMC: Susana, como é que uma mulher ganha rapidamente espaço num mundo de homens, como o do futebol?

Susana: Tudo aconteceu por acaso e com um jogador de futebol. Este jogador, que na altura colocava em causa a sua carreira desportiva, comentou comigo o seu sonho de criança e acabámos por lançar um desafio um ao outro: Ele transformava o seu sonho num objetivo a seis meses, e eu dar-lhe ia todas as ferramentas que possuía para o ajudar a conquistar esse objetivo.

Foram seis meses de trabalho intensivo, onde eu aprendi bastante sobre futebol e que no fim tiveram o resultado esperado, o jogador rumou a uma das ligas mais exigentes do mundo!.

(Esta é uma história que em breve será contada em livro, pelo que prefiro não me alongar muito sobre ela….)

Depois deste trabalho e perante estes resultados, não foi difícil haver outros jogadores a querer fazer o mesmo e equipas a solicitar este tipo de acompanhamento para alcançar os seus resultados.

 

TMC: Quais são, na tua opinião, as especificidades do coaching desportivo e que diferenciam do coaching de vida?

Susana: O coaching desportivo está muito ligado aos objetivos e consequentemente aos resultados. Talvez por isso tenha uma dinâmica diferente.

Um atleta procura normalmente melhorar a performance desportiva e obter melhores resultados, razão pela qual a forma como os conteúdos são abordados possuem um cariz muito prático.

A base de trabalho é essencialmente a mesma do coaching de vida, no entanto procuro adoptar metodologias especificas que visam a alta performance. São exemplo dessas metodologias as ferramentas que nos proporciona o novo código da PNL (Programação Neurolinguística), por serem práticas e altamente transformadoras.

No coaching desportivo, o foco são os resultados que o atleta pretende alcançar, e é aí que colocamos toda a nossa atenção.

Quando trabalho equipas este trabalho torna-se mais complexo, uma vez que é fundamental envolver não só os atletas como a respetiva equipa técnica.

 

TMC: Tens trabalhado com atletas, treinadores e equipas. Quais são as principais aprendizagens?

Susana: A minha experiência tem sido desenvolvida em grande parte no mundo do futebol, que é um mundo bastante fechado e com características muito específicas.

Existe um grande e complexo sistema de crenças com o qual todos os intervenientes lidam constantemente, sendo que o simples facto de questionarmos essas mesmas crenças já constitui por si só um factor de transformação de atitudes e comportamentos, promovendo grande impacto nos resultados.

Por exemplo, é frequente ouvir treinadores e jogadores dizerem “estamos a viver uma fase menos boa e precisamos de uma vitória para a equipa voltar a ganhar confiança”. Eu costumo brincar cada vez que ouço este tipo de afirmação, digo-lhes “isto significa que vamos ter que “morrer” em campo para garantir uma vitória, e no fim do jogo vamos para o balneário confiantes. O que dará muito jeito depois do jogo”! A confiança é algo que precisamos e que nos ajuda a obter uma melhor performance, sendo por isso fundamental aprender a aceder a este recurso antes de entrar em campo e não depois!

Verifico com frequência que o sucesso de um jogador de futebol não tem a ver apenas com as suas qualidades técnicas ou tácticas, tem muito a ver também com a forma como este lida com a adversidade, frustração, desmotivação, ausência de resultados, e como ele se consegue manter firme naquilo em que acredita e nos seus objetivos.

Existem atletas de enorme talento que nunca conseguiram alcançar grandes patamares na sua carreira, bem como atletas de menor talento que não tiram o foco dos seus objetivos e que trabalham arduamente para os conseguir alcançar. A grande característica destes é a persistência, estes nunca desistem.

Trabalho com um atleta que um dia me disse que “as pessoas podem desistir de mim, mas há uma que eu sei que nunca vai desistir… Eu próprio”!

 

TMC: Existe resistência a este tipo de abordagem, Susana? Como é que o papel do coach é visto pelos vários intervenientes no mundo desportivo?

Susana: Existe algum desconhecimento sobre o trabalho de um coach, alguma tendência para confundir um coach com um psicólogo.

O meu papel junto dos atletas visa o desenvolvimento da sua performance desportiva, trabalhamos a excelência, o objetivo é que um atleta seja capaz de aceder a todos os seus recursos internos de forma a conseguir obter o melhor desempenho possível a cada momento. Assim, existe sempre alguma resistência que é rapidamente convertida em curiosidade.

Na verdade, qualquer tipo de resistência desaparece, no momento em que o atleta ou equipa começa a alcançar e perceber os resultados.

No caso do trabalho individual, não se verifica qualquer resistência, pois é o atleta que procura normalmente este tipo de trabalho e acompanhamento, sendo o nível de compromisso extremamente elevado.

No futebol, dá-se bastante importância ao trabalho técnico e táctico, sendo a componente física aquela que absorve quase toda a atenção. No entanto, num contexto de alta competição, é toda a componente mental que vai fazer a grande diferença.

A forma como uma equipa lida com os diversos momentos do jogo, pode ditar a vitória ou a derrota, e isto, é algo que se consegue com uma boa preparação mental da equipa antes do jogo.

 

TMC: Com base na tua experiência, o que acreditas serem as bases de uma boa preparação mental para um atleta ou equipa?

Susana: Diria que são quatro coisas. Em primeiro lugar, é fundamental que um atleta faça um percurso de “olhar para dentro” e conhecer-se a si próprio, bem como a forma como interage com o mundo á sua volta. Antes de partir para algum lado, definir algum objetivo, é fundamental perceber “onde estamos”.

Depois, os objetivos. Os objetivos são aquilo que em coaching chamamos o “ponto B”, devem estar sempre presentes, quer a nível individual quer a nível de equipa. Um atleta deve ter bem presente o sitio onde quer estar daqui a um determinado tempo, sendo para isto fundamental efetuar um planeamento da carreira e consequentemente os passos (metas) para lá chegar.

As equipas também precisam de objetivos bem definidos. Querer ganhar não é suficiente, uma vez que, este não é um objetivo específico ou de grande impacto. Ainda não conheci nenhuma equipa a entrar num jogo com o objetivo de perder… A experiência diz-me que é mais eficaz trabalhar com objetivos específicos, por exemplo, querer ganhar por 4-0.

Fui solicitada para ajudar uma equipa da primeira divisão portuguesa de futebol a preparar o ultimo jogo da época, era um jogo difícil pois a equipa não ganhava há vários jogos, e o empate dava acesso direto à fase de grupos da liga Europa. Depois de uma semana intensa de trabalho com esta equipa, o objetivo estabelecido foi o de ganhar 4-0, um objetivo bastante ambicioso tendo em conta o histórico recente de resultados, que foi ainda assim assumido por toda a equipa. No final do jogo, o marcador mostrava o resultado, 5-0!!

Em terceiro lugar, temos a confiança. Esta é uma das questões mais faladas no mundo do futebol, à qual se atribui uma grande importância. É importante perceber que a confiança é um estado ao qual o atleta acede, ou não. Uma das soluções é colocar a atenção nas coisas que controlamos, eventualmente ter atenção àquelas que podemos influenciar… considero que colocar a atenção nas coisas que não controlamos é o caminho para a ausência de confiança.

E, por último, temos a concentração e foco. É tão importante estar atento, como saber colocar a atenção no sitio certo! Algo que me dizem regularmente é que o jogo foi bem preparado, a equipa sabia o que tinha que fazer, entrou em campo preparada, e depois as coisas não aconteceram… perderam a concentração e eficácia. Na verdade, uma vez em campo, existem uma série de factores que podem influenciar a concentração e o foco, o desafio para o jogador é saber onde colocar a atenção a cada momento e como “desligar” de todos os elementos que não promovem a melhor performance.

Existem jogadores que se preocupam com o estado do tempo antes de um jogo, ou com as condições do relvado, sendo normalmente este um motivo de conversa entre jogadores. Estas são coisas que não controlamos, são o que são e não as conseguimos alterar, logo, é fundamental transferir a nossa atenção para coisas que possamos controlar considerando as condicionantes existentes. Não são as condições do relvado que serão o problema, o problema será a forma como entendemos que esse aspecto influencia a nossa performance ou a performance da equipa.

 

TMC: O que é que todos podemos aprender com o coaching desportivo? Como é que podemos usar mentalidade de atleta para gerar melhores resultados na nossa vida?

Susana: Existem pelo menos três coisas sobre as quais podemos refletir e transportar para as nossas experiências de vida:

O espírito de equipa: um atleta sabe que não ganha sozinho, por muito bom que o atleta seja, é o desempenho da equipa que se vai traduzir em resultados. Mesmo nos desportos individuais, existe uma equipa que prepara e treina o atleta, a interação entre o atleta e a equipa tem um impacto gigante no seu desempenho.

A Paixão: um atleta vive muitas vezes a profissão que sempre sonhou, faz aquilo que o apaixona e realiza. Como seriam as nossas empresas se fosse possível colocar a componente “paixão” no desempenho dos seus colaboradores?

Também acompanho empresas e seus empresários (coaching empresarial) e esta é uma das questões que trabalhamos com as equipas. Descobrir o que nos apaixona naquilo que fazemos, é uma excelente forma de atingir a alta performance em qualquer área da nossa vida.

O Compromisso: O atleta sabe bem qual o seu papel bem como a sua contribuição nos resultados da equipa. Verifico em algumas empresas, que as pessoas desconhecem o que se espera delas, qual o contributo que o seu trabalho tem nos resultados da empresa.

António Paraíso – Palestrante

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O António Paraíso é um reconhecido especialista nas áreas da venda e negociação, inovação e luxo. Nesta qualidade, além de professor na Porto Business School, colabora com muitas organizações, espalhadas um pouco por todo o mundo como palestrante, consultor e formador. Nesta entrevista, o António partilha um pouco do seu conhecimento sobre comunicação, aproveita! Para saberes mais sobre o seu trabalho, visita o seu site, o seu catálogo e segue o seu canal do Youtube.

 

TMC: António, como professor e palestrante, quais achas serem os factores fundamentais que ajudam a fazer uma comunicação eficiente?

António: De facto o meu trabalho implica comunicar todos os dias com diferentes tipos de públicos. Eu destacaria 3 factores que contribuem para uma comunicação eficiente e cativante: muito treino, domínio absoluto do tema a abordar e adequação da linguagem ao tipo de público que nos ouve.

 

TMC: Tens uma ampla experiência a trabalhar com públicos internacionais. Que tipo de adaptações são importantes quando estamos a comunicar com audiências de outras culturas?

António: Quando faço palestras fora de Portugal, faço-o sobretudo fora da Europa, onde eu sinto diferenças culturais bem mais vincadas.

Eu leio previamente sobre o país e sobre hábitos culturais do seu povo, estudo um pouco da história do país e procuro adaptar o melhor que eu puder e souber o meu discurso à cultura local. Faço uma ou duas referências à história do pais para criar ligação emocional com o público e evito ter graça e fazer comentários divertidos. O humor varia muito de cultura para cultura e há piadas que funcionam na Europa e não têm piada nenhuma na Ásia ou no Médio Oriente.

Já me aconteceu numa palestra em Singapura, as 300 pessoas da plateia não se rirem quando eu disse uma pequena piada que costumo usar na Europa, e depois se terem rido muito de um comentário que fiz que não era suposto ter piada.

 

TMC: Entre as tuas áreas de expertise estão as vendas, a negociação, a inovação e o luxo. Como desenvolveste conhecimentos nestas áreas?

António: Com muito estudo e experiência de trabalho no mercado.

Frequentei cursos de pós-graduação em marketing e inovação, comércio internacional e gestão de marcas de luxo. Trabalhei quase 20 anos como vendedor e diretor comercial no mercado internacional. Atualmente, há mais de 12 anos que faço consultoria, docência, formação de equipas e palestras em vendas, negociação, inovação e desenvolvimento de marca, em ambiente premium ou de consumo corrente.

 

TMC: Como é que conhecimentos e treino na área de vendas e negociação pode ajudar nas relações pessoais?

António: Vender é uma atividade que implica perceber qual o problema do cliente, sentir que temos a solução para esse problema e conversar com o cliente para o convencer que a nossa solução é a mais adequada para o problema dele.

É um processo que exige o desenvolvimento de competências técnicas, mas também de competências comportamentais, de desenvolvimento da relação pessoal com o cliente. Os clientes são pessoas, não são máquinas de meter moedas.

Negociar é trocar valor, é um constante “dar e receber”.

Mas assim também é a vida. Em família, com amigos.

Se tivermos experiência em desenvolver relacionamentos fortes com clientes e fornecedores, os ajudar a resolver problemas e se soubermos constantemente com eles trocar valor, essa experiência será valiosa seguramente para as nossas relações pessoais e sociais.

 

TMC: Lidaste na tua vida com momentos profissionais difíceis, altura em que decidiste lançar-te como profissional independente e com excelentes resultados. Quais as principais dificuldades e aprendizagens dessa transição?

António: Sim, eu conto esse episódio na minha palestra TEDx “O Poder da Proatividade”. Estive numa situação de desemprego de longa duração e decidi criar o meu próprio negócio, há 12 anos.

A principal dificuldade que senti e sinto é que quem trabalha sozinho e por conta própria, não tem horários de trabalho.

A principal aprendizagem é a de que o sucesso depende muito mais de mim do que eu imaginava. Depende do que eu faço, da forma como o faço e de como me relaciono com os outros.

E aprendi o quanto é importante ser diferente dos outros. Quando somos iguais aos outros, o mercado só nos compra se nós formos mais baratos e obriga-nos a baixar preço. Por isso tento sempre trabalhar de forma diferente e apresentar soluções diferentes aos meus clientes.

 

TMC: Os teus alunos destacam normalmente o dinamismo e boa disposição das tuas aulas e palestras. Qual é o segredo da tua jovialidade?

António: Gosto do meu trabalho!

João Delicado – Autor

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O João é coach, autor, inspirador, professor e… muitas outras coisas! Toca aqueles com que contacta com uma forma muito sua de convidar à paragem e à reflexão. E esta entrevista ao The Miracle Coach não é excepção. Que a sua leitura te permita fazer isso mesmo: ter uns minutos de reflexão, enquanto ficas a conhecer um pouco do João Delicado. Para saberes mais sobre o seu trabalho podes seguir o seu blogue Ver Para Além do Olhar, a sua página do facebook ou procurar o seu livro “Vale a Pena Pensar Nisso”.

TMC: João, o que é coaching para ti e de que formas utilizas o coaching nas tuas atividades?

João: O coaching, para mim, é pôr a criatividade ao serviço da vida. Eu sou um apaixonado por criatividade. Mas a criatividade desligada da vida não é criatividade, é só imaginação. Então vejo o coaching como a relação de acompanhamento em que, corajosamente, nos desafiamos a trazer os nossos sonhos à terra – para que ganhem raízes e se voltem a projetar para o céu, como os ramos das árvores. E isso exige, reclama, convoca o melhor de nós, o melhor dos nossos recursos internos, para sermos mais inteiros e mais capazes de atingir a melhor versão de nós mesmos.

Há quem sonhe dar a volta ao mundo, mergulhar até ao fundo do oceano, subir o Everest ou ir à lua. A mim isso não me diz nada se for só para fazer quilómetros por fora. Atrai-me muito se for para fazer quilómetros por dentro. Por isso o meu sonho, a minha vida, a minha energia tem sido direcionada para a exploração do mundo interior e para ajudar outros a fazer o mesmo.

Do contributo que o coaching trouxe para o meu trabalho, destacaria a sua dimensão prática que obriga a que sejamos concretos nos objetivos a alcançar e concretos a comprometer-nos com os meios necessários; e ainda a dimensão lúdica, que oferece flexibilidade e retira peso desnecessário ao processo. Einstein dizia que a criatividade é a inteligência a divertir-se! É nisso que o coaching tem inspirado a minha atividade profissional.

TMC: Estás envolvido numa série de projetos fascinantes, do workshop Wii ao Blogue Ver Para Além do Olhar ou ao livro Vale a Pena Pensar Nisto. O que têm em comum? E quais as suas particularidades?

João: A interioridade é o que congrega tudo o que eu faço. Tudo começou numa adolescência feita de imensa timidez e introversão. Nessa altura encontrei refúgio e descanso no mundo interior e nos meus diários, que me iniciaram no auto-conhecimento e no uso da preciosa ferramenta da escrita. Depois fiz caminho na religião e na espiritualidade, onde encontrei verdadeiros mestres que me abriram à transcendência e ao mundo da sabedoria. E, finalmente, cheguei ao fascinante território do desenvolvimento pessoal e do coaching. Em todo este caminho percebi que tudo isto encaixava e que podia dedicar cada minuto da minha vida a isto.

Quanto aos projetos em concreto: o blogue nasceu como uma continuidade natural dos meus diários da adolescência e juventude. Depois fui convidado para escrever para a Renascença e, depois, para a RFM. Já vou no sexto ano de colaboração, a escrever três textos por semana, o que dá… hmm.. é fazer as contas! O livro “Vale a pena pensar nisto” é um ‘best of’ dessas reflexões.

Há uns dois anos surpreendi-me ao constatar como este processo de maturação foi também tempo de gestação para um novo projeto que nasceu de parto natural: chamei-lhe Wii, ou seja, “Workshop de Introdução à Interioridade”. Entretanto já fiz oito edições e mais de cem pessoas passaram pela experiência. Houve frutos tão bons que tive de dar continuação a esse projeto e desenhei outro fim de semana, agora dedicado às Relações Humanas. E ainda um outro workshop, só para a Criatividade – para a salvar das garras da imaginação e trazê-la para o dia a dia.

TMC: Tiveste recentemente uma experiência com auxílio a refugiados que procuram entrar na Europa. Quais as principais aprendizagens?

João: Sim, estive na Sicília três semanas em voluntariado. Estava cansado das notícias e de me ver como parte do problema. Decidi ir conhecer aquelas pessoas, cara a cara.

A primeira coisa que aprendi, mesmo antes de partir, foi que o povo português tem uma generosidade tremenda: fiz um ‘friends-funding’ em que os donativos superaram em mais do dobro o dinheiro que precisava para suportar os gastos da experiência.

Depois, lá na Sicília, o mais importante foi a presença: estar com eles, brincar com eles, ouvir as suas histórias, receber a sua gratidão infinita por lhes salvarem a vida. É óbvio que eles são pessoas como nós. Outra coisa é experimentar isso na pele, em primeira mão: havia dois deles de quem me custou mais a despedir.

Guardo também uma surpresa, a puxar ao realismo, que foi sentir maiores dificuldades na relação com a equipa de voluntários do que com os refugiados. Uma verdadeira lição prática sobre relações humanas!

TMC: De que forma é que o Coaching e a Espiritualidade podem andar de mãos dadas, João?

 João: É uma ótima pergunta! Sinto-me um privilegiado porque faço ponte entre o melhor de dois mundos que, no fundo, vão dar ao mesmo objetivo: permitir a cada um atingir a sua melhor versão.

O Coaching e a Espiritualidade partem de lugares diferentes, mas sobem a mesma montanha. Então a vantagem que vejo é que posso combinar vocabulário, ferramentas e estratégias de um e do outro lado, e isso dá-me mais agilidade e mais capacidade de ajudar as pessoas, estejam de um lado ou do outro da montanha.

TMC: De acordo com a tua experiência, como é que, num mundo em constante mudança, podemos convidar as pessoas a olharem para dentro e a descobrirem a paz e a serenidade?

João: Um cálculo muito fácil de fazer diz-nos que passamos 1/3 da nossa vida a dormir. Mas desconfio que talvez seja ao contrário: talvez passemos 1/3 da vida acordados.

A verdade é que passamos demasiado tempo ‘adormecidos’ em distrações e entretenimentos de baixo nível, ‘adormecidos’ sem nos conhecermos realmente, ‘adormecidos’ em relações afetivamente pouco saudáveis, ‘adormecidos’ em ambientes emocionalmente rarefeitos, tóxicos, ressequidos; ‘adormecidos’ em projetos pouco relevantes para o florescimento da humanidade, a nossa e a das pessoas à nossa volta.

Quando passamos tanto tempo ‘adormecidos’, precisamos de ‘despertadores’! É nesse sentido que faço as reflexões na rádio, no Facebook, no blogue. É isso que faço nos workshops: “estou, sim? Bom dia, aqui serviço despertar!”. Ainda há pouco, alguém deixou este comentário na página Facebook: “Nada como um STOP (como este) para depois voltar a prosseguir viagem!”. É isso mesmo que pretendo: uma ‘wake up call’, uma chamada à consciência.

E o melhor de tudo, é que, se quero ajudar alguém, tenho de ser eu o primeiro a acordar!

Ser Feliz

Não podes ser feliz enquanto acreditares que te falta algo para seres feliz. by Pedro Vieira

A Primavera é uma época particularmente dada a milagres de enamoramento. Aproveita e enamora-te por ti e pela vida!

Em que contextos se pode utilizar o Coaching?

Em que contextos se pode utilizar o Coaching? Sendo o Coaching a arte de conduzir conversas eficientes na exploração de caminhos alternativos entre o que é e o que queremos que seja, podemos afirmar que é utilizável em todos os contextos.

Podendo chamar-se de Coaching ou de outra coisa que faça mais sentido nos referidos contextos! 🙂

by Pedro Vieira (facebook.com/pedrovieira.pt)

“Enfrentarás a tua maior oposição quando estiveres perto do teu maior milagre”

“Enfrentarás a tua maior oposição quando estiveres perto do teu maior milagre”, escreveu Shannon Alder.

Posso, assim, receber com gratidão e entusiasmo as minhas dificuldades 🙂

Para sentir o milagre da vida basta respirar

Para sentir o milagre da vida basta respirar. Com consciência. Faz isso diariamente, durante uns minutos e outros milagres começarão a acontecer.

João Machado – Empreendedor

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O João Machado é uma espécie de super empreendedor, que ajuda outras pessoas a descobrirem como lançar os seus projetos. Tem uma rara capacidade de ligar questões muito abstratas (como o propósito de vida) a questões eminentemente práticas (como as de usar as redes sociais e o marketing digital para lançar produtos e serviços). O João é, entre muitas outras coisas, CEO da Dharma5, um projeto de ensino online de desenvolvimento pessoal que em apenas um ano se tornou uma referência. Podes saber mais sobre a Dharma5 aqui.

 

TMC: Afinal, o que é isto de ser empreendedor com um propósito?

João: Bom, na realidade, acredito que uma pessoa que decide empreender tem algo em vista e esse algo pode ser chamado de propósito. Pode é ser um propósito a pensar exclusivamente em si… ou, em si e terceiros ou numa última parte apenas em terceiros. Eu saltito entre a 2ª e terceira opção :).

TMC: Porque é que a esmagadora maioria dos projetos empresariais não prospera?

João: Ao longo dos meus cerca de 10 anos a criar empresas e a acompanhar tantas outras, acredito que isso se deve principalmente a 3 factores.

1 – O produto ou serviço que estão a criar resolve apenas um problema ou ambição pessoal, ou seja é algo que não traz valor para outra pessoa (ou apenas para um grupo demasiado pequeno de pessoas).

2 – Falta de disciplina. Muitas pessoas começam com uma ideia e estão constantemente a alterar a mesma. Principalmente em alturas chave, fazendo com que não sejam reconhecidos como autoridade no tema/nicho de mercado.

3 – Tornam as coisas complicadas demais e ou não têm qualquer conhecimento de como se faz.

Elaborando um pouco mais esta última, várias vezes assisti a pessoas que querem começar algo, e que ao longo da sua vida investiram anos e milhares de euros em formação académica ou extra curricular. No entanto investem 0 a adquirir competências chave para começarem  um  negócio, ou seja não mostram o mesmo respeito por algo que muitas vezes dizem ser o seu sonho.

Um mentor uma vez deu-me a seguinte metáfora, é meio macabra mas ficou-me na mente exatamente por isso. Existem 2 formas de aprenderes a ser médico: na primeira tens aulas e depois tens a parte prática onde inclusive tens aquilo que se pode chamar um mentor a “tomar conta” de ti, não vás tu matar alguém; na segunda tornas-te um serial killer e vais fazendo tentativas cegas. Se conseguires durar bastante tempo antes que as autoridades te apanhem é possível que com os erros te tornes um bom médico e que até acabes por conhecer muito bem a anatomia humana!

E já agora, na segunda opção, onde vês escrito autoridade, na vida real podes substituir por dinheiro. Ou seja, a brincadeira acaba quando acaba o dinheiro e infelizmente é o que acaba muitas vezes por acontecer.

TMC: Como é que a era digital veio potenciar o empreendedorismo?

João: Uma palavra, democratização. Simplesmente devolveu o poder de volta ao “povo”. Vê só este pequeno exemplo. No passado para criares um anúncio precisavas de milhares, um anúncio nos anos 90 no canal 1 tinha o custo de 900 contos por segundo, 4500€ na moeda atual, fora os custos de produção. Ou seja, era para elites. O digital e principalmente as redes sociais acabaram com isso, o desafio está muitas vezes em as pessoas perceberem isso. Há adolescentes a fazerem milhões com estas novas oportunidades, é um El Dorado para quem sabe como fazer.

TMC: Como é que se pode treinar a capacidade de empreender?

João: A receita para mim é simples: modelar e se possível  conseguires mentores. Sei que a última parte pode parecer difícil, mas é na realidade bastante simples. Escolhes alguém que já fez o que tu queres e pedes para que essa pessoa seja tua/teu mentor. Feito. No entanto, antes de o fazeres pensa no que vale para ti essa pessoa dizer sim. Pensa nisso por uns momentos. Fiz muito pro bono no passado só para poder estar na primeira fila a receber o ensinamento e ter acesso a essa pessoa. Voltarei a fazer sempre que for preciso. Outra opção é ir a formações dessa pessoa que quero para meu mentor, escolhe no entanto formações com poucas pessoas.

TMC: Quais são as estratégias fundamentais que partilhas com quem ser empreendedor?

João: Adicionando às que referia acima, basicamente precisas de descobrir como consegues acrescentar valor a terceiros de forma a que eles se sintam contentes e felizes em fazer o mesmo contigo, ou seja retribuir. Isto é transversal a tudo na vida e talvez um dos grandes segredos . No dia em que descobrires quais são os teus super poderes e perceberes como consegues acrescentar valor serás livre para sempre.

TMC: Quais os teus projetos para os próximos anos, João?

João: Basicamente de há uns 2 anos para cá os meus projetos andam em redor de uma missão que neste momento está muito ligada a fazer chegar a um grande numero de pessoas, conhecimento que normalmente está “oculto” e que muda vidas.

Foi daí que nasceu a Dharma5. Mas fazendo um confidencia, sinto-me neste momento a expandir um pouco essa minha missão. Estou com vários projetos em mente com a intenção de mostrar de forma eficaz e clara que existe outra forma de viver esta coisa incrível a que muitos chamam de vida. Vão seguramente nascer projetos/empresas focadas em ajudar pessoas a chegarem ao seu ponto B de uma forma mais eficiente e muitas vezes não convencional ou mesmo disruptiva.

Parentalidade & Mindfulness

A Mikaela Övén, que entrevistei há duas semanas, faz partilhas diárias sobre Parentalidade e Mindfulness. Recomendo vivamente que sigas a sua página.

Podes ler a entrevista com a Mia aqui:https://themiraclecoach.com/2016/02/17/mikaela-oven-autora/

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Susana Henriques – Atleta

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A Susana Henriques tornou-se um caso inspirador para muitos milhares de pessoas ao passar por um incrível processo de transformação pessoal. Como concorrente no programa televisivo Peso Pesado, a Susana assumiu com coragem a sua vontade de mudar e alcançou resultados aparentemente inimagináveis. Falei com a Susana sobre o seu processo de transformação, certo de que as suas respostas vão inspirar muitos daqueles que procuram o “milagre” do emagrecimento. Podes seguir o facebook oficial da Susana aqui.

TMC: Susana, como conseguiste chegar ao peso com que entraste no Peso Pesado?

Susana: Eu era uma criança ativa, praticava ginástica, até ao dia em que o meu mundo desabou por ter perdido a pessoa mais importante da minha vida. A minha mãe morreu quando eu tinha 16 anos de idade. Na altura entrei numa depressão profunda que fez com que eu largasse a ginástica e começasse a refugiar-me na comida, começando a comer de forma compulsiva. E foi assim durante anos. Foi como uma bola de neve que não parecia ter fim até atingir o meu peso máximo de 170,9 kg

TMC: O que te fez, realmente, decidir que estava na hora de mudar?

Susana: Eu vivi em lares de acolhimento e ao longo dos anos, as educadoras foram tentando incentivar-me a fazer exercício físico e a fazer várias dietas. Mas acabava sempre por desmotivar e desistir, porque afinal, o que era perder apenas 2 kg num mês, em alguém com cento e muitos quilos?

Até que um dia vi o anúncio do programa “Peso Pesado” na SIC, hesitei em inscrever-me, muito por causa da exposição que sabia que ia ter, mas os amigos mais próximos, fizeram-me perceber que lutar por mim e pela minha saúde era bem mais importante do que qualquer coisa que pudessem dizer a meu respeito.

Tentei então a minha sorte. Fui selecionada no meio de 10.000 candidatos.

Lembro-me que no primeiro dia, tínhamos um desafio que consistia em atravessar uma piscina de lama, para ir ao outro lado buscar a bandeira da nossa equipa. Eu fiquei enterrada na lama, quase sem me conseguir mexer e a minha dupla perdeu o desafio e ficou em risco de ser eliminada.

Foi exatamente nesse momento, que eu percebi, que tinha mesmo que fazer qualquer coisa por mim, para que não ficasse “enterrada na lama” o resto da minha vida.

Se foi difícil? Foi pois….Se doeu? Claro que sim.

Se me apeteceu desistir? Tantas vezes

Mas hoje, olho para trás com a certeza de que todo o esforço, todas as lagrimas, todas as dores, valeram a pena e sou grata a todas as pessoas que me ajudaram neste processo. Desde toda a produção do programa, aos treinadores, às pessoas que me ajudaram depois do programa a continuar a minha luta porque quando o programa terminou ainda tinha 117 kg e por isso ainda houve muito trabalho ca fora.

E sou tão grata ao CrossFit. Foi uma modalidade que descobri durante o processo e que se tornou num modo de vida. Costumo dizer muitas vezes que se o Peso Pesado salvou a minha vida, o Crossfit mantem-me viva e é tão verdade.

TMC: Hoje és uma inspiração para milhares de pessoas. Como convives com isso?

Susana: Ser uma inspiração para tanta gente, enche-me de orgulho do meu percurso e dá-me mais vontade de continuar a lutar. É tão bom saber que a nossa historia faz a diferença na vida de alguém e que a minha mudança de vida, ajuda outras pessoas a mudar também.

Recebo muitas mensagens de pessoas que eu nem sequer conheço e que me agradecem por terem perdido 10, 20, 30 kg, dizem elas, por minha causa. E isso é tão bom, enche-me mesmo o coração.

E é por elas também que continuo a ir treinar para a Crossfit 351 todos os dias, que continuo a cuidar de mim, porque eu não quero jamais, que alguém diga:

“Se até a Susana desistiu, eu posso desistir também”.

Não, eu prefiro que as pessoas continuem a olhar para mim como uma inspiração e que continuem a acreditar que se eu consegui, qualquer pessoa consegue se acreditar e se lutar sem desistir.

TMC; Com base na tua experiência, quais as estratégias que propões a quem esteja interessado em ter uma vida mais saudável?

Susana: Eu acho que o primeiro passo para quem está interessado em ter uma vida mais saudável é querer mesmo genuinamente faze-lo. Não chega dizer que se quer, e continuar sentado no sofá, agarrado ao comando da TV. É preciso querer mesmo, lá do fundinho. E depois é preciso algo igualmente mais importante: ACREDITAR!! Nós temos que ser os primeiros a acreditar que somos capazes. Procurem ajuda de alguém que saiba o que está a fazer, mudem os vossos hábitos alimentares, mexam-se. Nem que seja fazerem umas caminhadas, irem passear o animal de estimação, qualquer coisa, mas mexam-se.

E eu sou suspeita, mas se tiverem oportunidade, dirijam-se a uma box de CrossFit próximo de vocês e experimentem um treino.

Posso dizer que depois do programa, foi a melhor coisa que me aconteceu.

Ao contrario do que acontece nos ginásios convencionais em que o treino é quase sempre o mesmo, no CrossFit o treino, é sempre diferente, o que faz com que estejamos sempre a receber diferentes estímulos e que tenhamos resultados mais rápidos, o que acaba por motivar bastante.

E depois tem o que mais me apaixona nesta “modalidade”. No CrossFit, todos puxamos uns pelos outros, ninguém fica para trás. Vão encontrar em qualquer box um grupo de treinadores e de companheiros que vão puxar sempre por vocês e ajudar-vos a atingir os vossos objetivos. É das coisas que mais nos define COMUNIDADE e o que mais me apaixona. Porque afinal “juntos, vamos mais longe”.

Se não o puderem ou o não quiserem fazer, tudo bem…desde que se MEXAM. Façam qualquer coisa por vocês e acima de tudo…Nunca DESISTAM. Desistir tem que ser uma palavra proibida no vosso dicionário. Acreditem em vocês mesmos. Foquem em pequenos objectivos, passo por passo, para conseguirem chegar à “meta final”. Se eu consegui, vocês conseguem também!!

TMC: O que pensas, hoje em dia, quando olhas para as tuas fotos de há uns anos?

Susana: É brutal olhar para trás!! Quem é aquela miúda?? (risos)

Não me reconheço. Olho muitas vezes porque me dá força.

Vejo vídeos do programa e não reconheço aquela miúda. Até a minha voz mudou.

Não foi só o meu corpo que mudou. Foi a minha cabeça, foi o meu coração. Foi a força com que encaro a vida e os obstáculos que me vão surgindo no caminho.

Hoje sou uma pessoa bem mais forte, física e mentalmente e vou continuar a olhar para trás as vezes que forem necessárias para me lembrar que não quero lá voltar.

TMC: Quais os teus principais objetivos atuais, Susana?

Susana: Quero continuar a cuidar de mim, a crescer como atleta de CrossFit. Participo na maioria das competições que vão surgindo no nosso país(mas calma que nem toda a gente tem que competir, o Crossfit é para toda a gente e adaptado a cada um), quero continuar a superar-me todos os dias que algo que esta modalidade permite. Há sempre qualquer coisa que podemos fazer melhor e isso motiva qualquer um.

Depois quero também crescer como coach de CrossFit. Não quero ser apenas uma inspiração, quero tocar de forma mais precisa na vida das pessoas, ajuda-las a serem pessoas mais saudáveis e consequentemente pessoas mais felizes. Porque é para isso que cá estamos, Para sermos felizes.

TMC: Se pudesses pedir mais de um determinado recurso interno (confiança, determinação, consistência, etc), qual é que querias ter ainda mais à tua disposição?

Susana: Sem dúvida Confiança. Acho que apesar de todo o meu percurso por vezes, em determinadas situações ainda sou muito insegura. Acho que duvido muitas vezes das minhas capacidades e isso trava de certa forma o meu progresso.

Acho que o confiarmos em nós e nas nossas capacidades e o medo de errar nos impede muitas vezes de ir mais longe e por isso pediria com certeza mais confiança.

 

 

Um milagre tanto é…

Um milagre tanto é algo que acontece como algo que não acontece. Soubéssemos nós de todas as coisas que não nos acontecem e entenderíamos que os milagres são constantes! E viveríamos, provavelmente, em estado de permanente gratidão.

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